quarta-feira, 25, novembro, 2020
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Crítica: 118 dias

Um angustiante relato

Filmes baseados em fatos reais, principalmente quando relatam uma grande dificuldade vivida por uma pessoa, são sempre chocantes e te fazem refletir sobre o assunto em questão. 118 dias conseguiu o objetivo de reflexão, mas não foi uma representação muito chocante dos fatos.

Dirigido e adaptado por Jon Stewart (de ‘The Daily Show with Jon Stewart’ ), em 118 dias (Rosewater) vemos um problema muito atual passado pelo jornalista iraniano Maziar Bahari (Gael García Bernal), que ficou confinado durante 118 dias. Bahari residia em Londres no final dos anos 2000 e estava esperando seu primeiro filho. Para ajudar no orçamento familiar, ele aceita um trabalho extra para cobrir as eleições de 2009 no Irã para a revista americana “Newsweek”. Ele desembarca em seu país em junho, poucos dias antes das eleições, disputadas pelo presidente em exercício, Mahmoud Ahmadinejad, e pelo candidato da oposição, Mir-Hossein Mousavi.

No dia das eleições, os partidários do candidato Mousavi foram às ruas para protestar contra a declaração de vitória de Ahmadinejad antes mesmo do fechamento das urnas, as manifestações acabam sendo tratadas com muita violência e morte então Bahari resolve assumir um grande risco e mandar filmagens para a BBC publicar.

Não demora para a polícia invadir a casa de sua mãe (Shohreh Aghdashloo), onde estava hospedado e o levar em detenção, onde ele fica preso durante 118 dias sob acusação de Traição até que confesse que é um espião. Durante esse tempo, Bahrari é espancado, torturado e isolado por um homem conhecido pelo codinome Rosewater (Kim Bodnia).

118 dias
118 Dias | Imagem: Diamond Films

É de se esperar que seja uma produção sufocante, mas na realidade tudo é representado de um modo muito leve. Não espere ver aquelas cenas fortes de tortura, com muito sangue e membros sendo arrancados, na realidade a grande tortura aqui foi psicológica, com isolamento e ameaças. Na realidade, o fato de não apelarem para violência chamativa chega a ser um grande diferencial na construção dessa obra, acabou deixando-a mais profunda do que as que usam desse método. O único problema foi o uso excessivo do que podemos caracterizar como humor. Se foi proposital ou não, em algumas partes sentimos um tom cômico, que acabou amenizando a situação grave que o jornalista passou.

Independente do tom da obra, a mesma cumpre seu papel de apresentar um problema real, que merece atenção, e apresentar as memórias de quem passou por isso, com a ajuda da ótima atuação de Bernal.

O relato das memórias de Bahari está no livro escrito pelo mesmo, Then They Came for Me:  A Family’s Story of Love, Captivity, and Survival (Então eles vieram me buscar: uma história familiar de amor, de cativeiro e de sobrevivência), que serviu de base para o filme.

Veja a ficha técnica e elenco completo de 118 Dias

Nota do Thunder Wave
A trama consegue proporcionar momentos de reflexão em uma situação angustiante sem apelar para violência.

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