sexta-feira, 24, setembro, 2021

A retomada da DC no cinema: Como seguir daqui para frente ?

Em 2008 a Marvel deu início ao seu universo cinematográfico integrado, e de lá para cá foi um sucesso em vendas e críticas, e com esse sucesso a Warner que já havia emplacado diversos sucessos baseados nas obras da DC, começou a planejar um universo integrado para os heróis da editora.

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Esse novo universo cinematográfico da DC começou a ser desenhado a partir de O Homem de Aço (2013), o filme definia o tom para esse universo com a visão do diretor Zack Snyder, que dentro do estúdio já havia trabalhado em longas como Watchmen, a Lenda dos Guardiões e a franquia 300.

Porém a linha do tempo desse universo se desenhou em uma estrutura diferente dá que foi feita pelo Marvel Studios, onde ao invés de filmes solos apresentando os personagens, tivemos o primeiro contato com diversos personagens em um filme de equipe.

O filme foi seguido de Batman v Superman: A origem da justiça (2016), filme que dividiu os fãs dos personagens em relação a sua qualidade, e grande parte dos erros apresentados na narrativa foram atribuídos aos cortes realizados pelo estúdio, e apesar de não ter sido um fracasso total de bilheterias o longa não alcançou a tão sonhada casa do bilhão.

Após o longa diversos projetos foram revistos pela Warner, diversos longas que haviam sido anunciados foram postergados ou entraram em um limbo.

E diversos problemas afastaram o Zack Snyder das produções do estúdio, e isso ocorreu durante o desenvolvimento de Liga da Justiça (2017), com isso, o escolhido para dar continuidade ao projeto foi Joss Whedon, que anos antes havia dirigido Os Vingadores.

Apesar de ser um nome de peso, ocorreram diversas polêmicas de bastidores, como casos de racismos e abuso denunciados por Ray Fisher (Ciborgue). Dentre essas denunciadas foram relatadas situações onde o diretor chamava agressivamente a atriz Gal Gadot (Mulher Maravilha) de gorda.

O diretor solicitou refilmagens do longa, e a partir daí já foi possível perceber que de fato o estúdio não estava satisfeito com o que já havia sido apresentado por Zack Snyder. O resultado das refilmagens, novos cortes e troca de comando foi o fiasco que nos foi apresentado, e o filme só reforçou o estigma deixado pelo Esquadrão Suicida em 2016.

Esquadrão Suicida: não é péssimo, mas não é bom - MinasNerds
/Warner

Apesar de todo esse processo de estruturação do universo ter tido diversos problemas, pouco a pouco a Warner parece estar investindo e melhorando os projetos da DC, e esse investimento e a liberdade aos criadores vem rendendo frutos, após Liga da Justiça o estúdio produziu diversos longas baseados em personagens da editora como Shazam, Mulher Maravilha, Aquaman, Coringa, Aves de rapina, Liga da Justiça: Snydercut e o mais recente sucesso da empresa: O Esquadrão Suicida.

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Os longas da empresa mostram que para que você construa uma franquia forte e resistente, não necessariamente é preciso que você tenha um universo integrado, e essa pluralidade de tons entre as histórias e personagens sempre deu certo nos quadrinhos da editora, e esse parece ser o caminho para a editora no cinema.

E basta analisar algumas obras para entendermos o quanto pode ser benéfico ter o seu universo apartado e ainda assim manter bons filmes de diferentes tons: ao mesmo tempo que temos um filme adolescente, divertido e colorido como Shazam, temos também um filme mais realista, sanguinário e frio como Coringa.

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A Warner não precisa ir longe para encontrar maneiras de resolver o seu universo cinematográfico, utilizando recursos já apresentados pela DC em outras mídias é possível criar o seu método próprio de dar continuidade ao seu universo.

Infintas terras

Com o anúncio de Flashpoint, Loki e boatos a respeito de Homem-Aranha: Sem volta para casa, o conceito de multiverso caiu no gosto do grande público, e o fato das obras não seguirem uma linha do tempo única, não impede que ocorram circunstâncias que acarretem em um grande crossover de encontro dos mais diversos personagens da empresa.

A editora possuí diversos arcos que podem ser considerados como casos de sucesso, e um dos exemplos mais recente foi o crossover das séries da DC que adaptou o arco Crises nas infinitas terras, onde reuniu personagens de diversas obras da empresa, como os personagens das séries da CW (que por si só já viviam em linhas do tempo diferentes e tinham os seus crossovers em menor escala), Lúcifer, Raio Negro, Smallville, Constantine além de aparições de personagens de filmes da editora, que vão desde uma pequena ponta do Robin de Burt Ward (Batman 1966) até a surpreendente aparição do Flash dos cinemas de Ezra Miller.

Flash: Jim Lee fala sobre a participação de Ezra Miller na série
/CW

E ao que tudo indica a editora de fato seguirá esse caminho, uma vez que Flashpoint reunirá o Batman do Ben Affleck, o Batman do Michael Keaton e há diversos rumores que indicam que o filme pode contar com outras participações especiais.

Esse parece ser o caminho mais fácil de ser trilhado pela Warner, resolvendo assim as suas diversas versões de personagens e colocando os fiascos como o Esquadrão Suicida de 2016 e a Liga da Justiça de 2017 em uma terra distante para que não seja necessário menciona-los novamente.

Flashpoint

Outro artificio utilizado diversas vezes nos quadrinhos é o reboot, esse artificio pode ser feito aleatoriamente e sem explicação, ou em decorrência de uma ação (o que é mais comum nas trocas dos quadrinhos). Flashpoint pode ser o evento capaz de reiniciar um universo do zero, tornando assim as obras mais aclamadas como canônicas, e o que não deu certo como algo que foi rebotado.

Animação da DC 'Justice League: The Flashpoint Paradox' ganha novo clipe |  Estação Geek
/Warner

Essa solução parece mais distante uma vez que o Batman do Ben Affleck vai voltar a cena, e em paralelo temos um longa solo do homem morcego sendo interpretado pelo ator Robert Pattinson. Esse tipo de “limpeza” em uma linha temporal poderia ser visto de forma negativa por parte do grande público.

Vale ressaltar que no universo de longas animados da DC, tudo começou a partir do Flashpoint e o reboot foi feito a partir de outra volta no tempo do Flash.

Segue o jogo

Não necessariamente seja necessário um reboot dentro do universo cinematográfico da DC. A Warner pode simplesmente adotar a postura que foi feita em O Esquadrão Suicida, onde em momento algum é citado que o longa é uma sequência.

Porém também não é descartado essa hipótese, e se essa for a postura, seria necessário apenas um retcon com relação a Liga da Justiça para a definição de qual versão segue canônica, e que reforcem firmemente o fato de The Batman se passar em outra linha temporal sem relação com a linha do tempo do Snyderverso.



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