A maior aposta da DC para esse ano, Aquaman, finalmente chega aos cinemas. O personagem interpretado por Jason Momoa, já foi apresentado em Liga da Justiça e agora ganha seu filme solo para contar sua história.

Mostrando a origem do herói, Aquaman apresenta um Arthur um pouco diferente do que vimos em sua primeira aparição. Mesmo muito brincalhão e mantendo o mesmo nível de piadas, Momoa consegue transparecer a culpa que carrega por se julgar como o motivo da morte da mãe. Por ter casado com um humano e tido um filho com ele, Atlanna (Nicole Kidman) foi obrigada a retornar para Atlântida e acabou sendo executada por traição.

Orm (Patrick Wilson), segundo filho de Atlanna, é agora o rei de Atlântida e pretende começar uma guerra contra o mundo da superfície. Para evitar um enorme banho de sangue, Mera (Amber Heard) e Vulko (Willem Dafoe) se unem para tentar tornar Arthur o novo rei.

Aquaman Arthur e Orm | Imagem: Warner Bros. Pictures

James Wan acerta novamente a mão nessa direção. Além do lindo visual, o Wan mostra talento também nos ótimos cortes e transições chamativas. O diretor é conhecido pelo seu trabalho na franquia Invocação do Mal, também da Warner, e aproveita para brincar, espalhando alguns easter eggs em algumas cenas. Em certos momentos é possível ver alguns objetos perdidos, que incluem uma Annabelle.

O visual chamativo que podia ser visto nos trailers embala todo o longa. Impressionismo visual é o verdadeiro astro do filme, o que se revela ser um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. Por tentar tanto se tornar bonita, a produção exagera em longas cenas de apresentação dos ambientes, desastres e lutas que dariam espaço para situações que são deixadas de lado e seria muito interessante ser abordadas.

Personagens importantes como Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II) que é introduzido de uma maneira muito promissora, acabam sendo pouco explorados e servem apenas como apresentação para talvez voltar futuramente. Da mesma maneira, questões éticas são expostas muito brevemente pelo roteiro, apenas para serem esquecidas no próximo diálogo. Abordar o ponto de vista dos atlantis, que odeiam os humanos por destruírem seu mundo, ou a brevíssima menção de que, por serem mais evoluídos, deveriam ensinar essa população sobre esse assuntos, dariam um enorme diferencial à obra.

Arraia Negra em Aquaman | imagem: Warner Bros. Pictures

A DC parece finalmente ter encontrado seu tom. Começando em Mulher-Maravilha, a empresa está investindo em produções mais coloridas, com uma dose de humor. Aquaman é certeiro no humor, assim como nos tons que chamam a atenção para as cores e detalhes do ambiente.

Aquaman é um bom filme, porém deixa a sensação de que poderia ser melhor. Empolgante e muito bonito, o longa agrada o espectador, mas investe pouco em um roteiro que poderia ser muito mais profundo e mergulhar mais nos personagens desse interessante mundo, não apenas em Aquaman.

Resumo
Nota do Thunder Wave

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