quarta-feira, 5, maio, 2021
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Arlequina | De chaveirinho à personagem empoderada

“Eu não acredito que ela seja forte, nesse sentido. Quando eu fiz a Jane em Tarzan, ela, sim, tinha uma incrível força interior. Harley, de jeito nenhum. Ela está em pedaços por dentro, embora tenha uma força física incrível.” – Margot Robbie, entrevista para o Omelete em 2016

Essa declaração gerou polêmica e surpreendeu muita gente. Como assim, a atriz não vê Arlequina como uma mulher determinada e representante do girl power? Bom se você assistiu o famoso Esquadrão Suicida, logo perceberá o porquê da atriz falar isso sobre a personagem que interpreta nas telonas. Os produtores têm a possibilidade de modificar os personagens que estão adaptando e no caso de Arlequina não fizeram essa escolha. Infelizmente, a cultura de objetificação da mulher continua presente em Hollywood e cabe ao público mostrar que não está satisfeito com isso. Pouco é mostrado da origem da personagem e esse artigo é para isso. Desmiuçar essa personagem tão rica com uma história que muitos escolhem ignorar.

Conhecendo Dra. Harleen Quinzel

Ela nasceu com o nome Harleen Quinzel e foi criada no meio de uma família completamente instável. Sabemos que sua mãe era uma figura severa, o seu pai fazia parte do crime e o irmão mais novo se preparava para seguir os passos do seu pai. A garota foi para um outro lado. Ela estudou psiquiatria e estava preparando um trabalho que demonstraria as semelhanças psíquicas entre cometer um crime e estar apaixonado. Como cobaia, ela usa seu namorado, Guy, o envolvendo em alguns crimes e num complexo assassinato.

Arlequina: história, poderes e origens da 'namorada' do Coringa -  Aficionados
Por sua obsessão, Harleen acaba se tornando companheira de Coringa/ Reprodução

Depois de toda essa bagunça, Guy ficou muito mexido, consequentemente, depressivo e tentou se matar várias vezes e como não conseguiu, pediu a Harleen que acabasse com o sofrimento dele. Ela mata o seu namorado de um jeito que tudo parecesse um suicídio. Perturbada com os acontecimentos, ela acredita que o universo é movido pelo caos, e começa a sentir um tipo de ligação com um criminoso que se encontra em Arkham, o Coringa.

Obcecada por ele, ela o ajuda a escapar de Arkham várias vezes, até se tornar parceira do Coringa. O Batman descobre tudo e prende Harleen em Arkham, porém mais tarde ela consegue escapar e se juntar com o Coringa, utilizando o codinome de Arlequina. Mas o que ela sentia por ele se torna mais intenso e isso acaba moldando sua personalidade. A personagem se torna desequilibrada, imprevisível e impossível de ser confiável. Além disso, ela vive num relacionamento abusivo com o Palhaço Rei do Crime e ela arruma todo o tipo de desculpas para explicar a violência sofrida, dizendo muitas vezes que esta é a maneira do Coringa expressar o seu amor por ela… Aqui vemos que a ficção não imita a realidade, ela representa de forma real.

“O meu amor pelo Coringa é mais forte que as paredes de um asilo!”

Uma coisa que não está muito clara é a sua transformação em Arlequina que ao contrário do Coringa, ela é a mesma em todos os quadrinhos, com pequenas diferenças dependendo da edição da HQ. No entanto, em alguns ela aparece como uma aluna não exemplar que subornava os professores para ter boas notas e numa outra origem mais famosinha é que a moça foi jogada num recipiente, grande, por sinal, de substancias químicas pelo vilão Coringa e, por isso, ela ficou dessa forma meio pálida e essa versão foi usada no filme Esquadrão Suicida.

Leia também Crítica: Esquadrão Suicida

Conhecendo Arlequina

Originalmente, o nome da personagem fictícia da DC Comics é Harleen Frances Quinzel, que geralmente aparece como inimiga do Batman no universo DC. Ela foi criada por Paul Dini e Bruce Timm para a série televisiva animada Batman: A Série Animada, aparecendo pela primeira vez no episódio “Joker’s Favor” (“Um Favor para o Coringa”), em setembro de 1992. Inicialmente, o objetivo de Dini e Timm era apenas uma aparição, porém, a recepção pelo público e da crítica, a personagem foi incluída em diversos episódios e a partir daí tivemos a transição de Arlequina para os quadrinhos em setembro de 1993 e sua total inclusão no universo DC em 1999, com o quadrinho Batman: Harley Quinn.

Coringa e Arlequina são presenças ilustres em novos videoclipes de  ESQUADRÃO SUICIDA | Cinema em Cena - www.cinemaemcena.com.br
Arlequina e Coringa juntos/ Reprodução

Ela é descrita como uma anti-heroína e hoje é uma das mais icônicas personagens femininas do universo de Gotham City, juntamente com Mulher Gato e Hera Venenosa. Para conhecimento, as três já formaram uma gangue conhecida como Gotham City Sirens, Sereias de Gotham, que teve uma série em quadrinhos com 26 edições entre 2009 e 2011. Sua origem é contada no quadrinho “Mad Love“, de fevereiro de 1994, vencedor do Prêmio Eisner (prêmio que distingue feitos nas HQs).

A personagem é inspirada na produção Days of Our Lives, que em um dos episódios usou um uniforme de bobo cuja caracterização da personagem de Dini se assemelha bastante. Inclusive, a atriz que interpretava a personagem dessa novela dublou a voz da Arlequina em Batman: A Série Animada. Outro detalhe, seu nome foi inspirado no arlequim, para que fosse uma piada em relação ao nome original, Harleen Quinzel.

“Você sabe o que é um arlequim? A função do arlequim é servir. Ele não é nada sem um amo. E ninguém liga a mínima para quem nós somos além disso.”

Você sabia que a Arlequina foi inspirada em uma pessoa real? - Fatos  Desconhecidos
Arlequina foi inspirada num personagem da produção Days of Our Lives/ Reprodução

O que alguns desconhecem é que Arlequina é bissexual e acaba se relacionando com Hera Venenosa que por muitas vezes tentou convence-la de que o Coringa não a valorizava como companheira – ele sempre a maltratou e no episódio “Harley and Ivy“, Coringa expulsa Arlequina de forma muito violenta de sua gangue o que a deixa frustrada. O relacionamento abusivo entre Arlequina e Coringa é um dos mais problemáticos do Universo DC e isso é um problema, pois é uma construção em que muitos não veem mal algum e romantizam esse tipo de relacionamento.

No entanto, foi a partir do reboot de Os Novos 52 que garantiu uma série própria para Arlequina, sendo retratada como uma anti-heroína, agindo como justiceira ao invés de criminosa e o sucesso da produção garantiu a renovação da série no DC Rebirth, com a primeira edição de Harley Quinn Rebirth #1 em agosto de 2016 com mais de 400,000 mil cópias vendidas. Há quem diga que as vendas foram impulsionadas devido ao forte marketing do filme Esquadrão Suicida.

Crítica | Arlequina: Uma Estranha no Ninho (Novos 52) - Plano Crítico
Arlequina Uma Estranha no Ninho (Os Novos 52)/ Reprodução

A personagem já foi interpretada por muitas atrizes como a Arleen Sorkin em Batman: A Série Animada, além de outras produções da DC. Outras atrizes que interpretaram a anti-heroína foram Tara Strong e Hynden Walch. Apesar disso, a primeira atriz a interpreta-la foi Mia Sara, na série de televisão Birds of Prey. Mas foi com a atuação de Margot Robbie que Arlequina estreou nos cinemas em 2016, no filme Esquadrão Suicida. Além de estar na lista dos “100 Maiores Vilões dos Comics de Todos os Tempos” pela Imagine Games Network (IGN), ela foi classificada como a maior vilã dos últimos anos na lista da Comics Buyer’s Guide de “100 mulheres mais sexy em quadrinhos”.

“Se não quisermos ter mortes desagradáveis, teremos que trabalhar juntas.”

Arlequina e seus poderes

Em sua origem humana, ela era uma psiquiatra que se envolveu com o Coringa e deu no que deu. Após o Coringa tentar mata-la com um míssil, a Hera Venenosa lhe deu uma poção que a recuperou e lhe concedeu algumas características anormais como o aumento da força, agilidade, velocidade e imunidade contra qualquer tipo de toxina. Uma curiosidade é que Harleen tinha sido ginasta enquanto criança e usa essa habilidade para usar da melhor maneira seus poderes. Além disso, ela consegue dar grandes saltos com grande facilidade, pois suas pernas são bem fortes. Outro detalhe é que a personagem é muito bom em disfarce e tem um bom arsenal de armas e acessórios, que vão desde o conhecido martelo gigante, passando pelo taco de baseball, até às suas pistolas personalizadas como vimos em Esquadrão Suicida.

Na telinha e nas telonas

A personagem está em séries, nos quadrinhos e no cinema. Após o filme de Esquadrão Suicida, a Arlequina ganhou um filme só para ela, Aves de Rapina e a Fantabulosa Emancipação de uma Arlequinade Cathy Yan, que apesar de ter tido críticas positivas, não teve os resultados esperados nas bilheterias. Porém, a WB acredita no potencial da personagem que estará na sequência/reboot de Esquadrão Suicida que estreia ainda esse ano com roteiro de James Gunn. O serviço de streaming DC Universe, produziu uma série animada com foco na personagem e a atriz Kaley Cuoco (A Teoria do Big Bang) emprestou a voz à anti-heroína da DC Comics.

Série animada da Arlequina traz seu primeiro beijo com a Hera Venenosa
Kaley Cuoco dubla a personagem no streaming da DC Universe/ Reprodução

Leia também Crítica | Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa é um tapa na cara contra o abuso

Arlequina e a extrema sexualização das personagens femininas

A personagem é um bom exemplo de como as mulheres vem sendo retratadas no audiovisual e o modelito da personagem não incomoda apenas a atriz que a interpreta, Margot Robbie, incomoda também ao público feminino. Não é de hoje que muitas personagens seguem a fórmula de agradar pela apelação em detrimento dos traços reais da obra. Se você analisar atentamente a caracterização e aspectos do uniforme de todos os integrantes do Esquadrão, você perceberá que o Pistoleiro tem uma centena de bolsos, coletes (provavelmente à prova de balas), o Capitão Bumerangue usa um casaco e sobretudo para “guardar” suas armas, a Magia tem aquele visual maluco que revela e não revela, Katana tem uma roupa simples que permite que ela seja ágil e nem um pouco reveladora e o problema fica por conta da caracterização da Arlequina.

Esquadrão Suicida 2: James Gunn deve promover reboot na franquia - Notícias  de cinema - AdoroCinema
Percebam como os uniformes estão super diferentes e como a Arlequina se destaca/ Reprodução

Como explicar um micro short e uma blusa que frequentemente está molhada e super apertada? Não existe necessidade em mostrar a troca de roupa da personagem na frente de muitos homens. Assim, como também não precisava ter uma câmera indo dos pés à cabeça da personagem enquanto ela se veste. Tudo isso faz parte da direção que escolheu evidenciar os atributos da moça em detrimento da real personalidade da personagem e isso se torna uma falha muito grande aos olhos de quem assiste e para quem produz.

Não precisamos ser lembrados que a Arlequina tem um corpão e sim uma história. Pelo trailer, o filme seria top e foi esse efeito que fez com que o espectador pagasse o ingresso e garantisse a bilheteria, mas o resultado não foi tão bom assim. Com a caracterização de uma personagem tão forte sendo baseada em valores do século passado que escolhe o corpo que vai dar o golpe, em vez do golpe em si. Mas o que gera dúvida é se o diretor David Ayer tinha a noção de que isso seria uma polêmica?

“Ela usa shortinho curto porque ele é brilhante e engraçado, não é para os caras olharem para o bumbum dela (…) Como Margot, não, eu não gosto de usar aquilo.” – Margot Robbie, entrevista para ao New York Times

Sim e não precisa ser muito esperto para admitir isso, pois usar a loucura da personagem, a ideia de ela ter esse lado provocativo (como ela lamber a cela da prisão) já é uma paranoia sem sentido. Veja bem, quem reúne o Esquadrão Suicida é a congressista Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, que comanda a equipe e tudo passa por ela, das armas até o que cada um vestiria. Por qual motivo bizarro, ela sendo mulher, permitiria uma roupa daquela para a Arlequina? “Ah é um traço de personalidade da moça e vamos deixa-la se vestir como gosta”, será que isso passou pela cabeça de Amanda Waller? Claro que não! Eles estão indo para uma guerra e não para uma boate dançar até o chão.

Não entendeu a questão? Se examinarmos os filmes Esquadrão Suicida (2016) Mulher Maravilha (2017), o primeiro dirigido por um homem e o segundo por uma mulher, veremos que a visão das personagens femininas é bem diferente. No filme dirigido por David Ayer, temos Margot Robbie como Arlequina. Numa determinada cena, ela quebra uma vitrine de uma loja de jóias e abaixa-se para pegar o item e o movimento, o enquadramento da câmera foca no bumbum da moça. Dessa forma, vemos que o atributo evidenciado não é a personalidade da personagem e sim se ela é bonita ou não, se é sexy ou não. A todo momento na trama, a vemos sexualizada, com roupas curtas ou que deixam grande parte do seu corpo a mostra.

Leia a crítica: Mulher-Maravilha em dose dupla este ano

Diferente da produção de Patty Jenkins, cuja personagem é uma guerreira de área tropical e por isso tem uma vestimenta também a mostra, mas não como a Arlequina. Na visão de Jenkins, a cena da trincheira evidência que temos uma heroína sexy, porém poderosa. Nesse momento, vemos Diana subindo as escadas e o enquadramento da câmera pega uma parte da perna dela e quando a vemos, ela está caminhando ao front de batalha para proteger e defender o povo pelo qual ela luta. É uma personagem muito bonita, mas o que deixa evidente pela construção da diretora, não é apenas a beleza, e sim a determinação e coragem da personagem.

Alguém explica o que aconteceu entre a Arlequina de Esquadrão Suicida e Aves de Rapina?

Se você assistiu Esquadrão Suicida de 2016 e Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa de 2020, a personagem se transformou e a mudança foi percebida pelo público em geral e nos faz questionar o que aconteceu entre os longas. Simples, a produção em si do longa de 2020 tem na sua estrutura, mulheres que não querem ser representadas como objetos e sim como seres humanos pensantes e dignos de respeito.

Recapitulando, no longa de 2016, a personagem é resgatada pelo Coringa de Jared Leto e segue o baile. No entanto, Aves de Rapina mostra uma narrativa completamente diferente, com a protagonista unida a outras personagens poderosas em diversas aventuras e isso já é anunciado desde o inicio. Se você não pegou o resuminho, anteriormente Arlequina continua se relacionando com Coringa, mas o relacionamento conturbado termina com o palhaço jogando a ex companheira nas ruas de Gotham City – deixando-a devastada e esse grande acontecimento foi o responsável pela emancipação dela.

Leia também Aves de Rapina e as heroínas dirigidas por mulheres

Sem rumo, destruída emocionalmente, Arlequina foi levada por Doc, um velhinho dono de um restaurante que a deixou ficar em um apartamento e a partir daí mostra a recuperação do rompimento assistindo a vários filmes e cortando as partes coloridas de cabelo e nessa vibe, ela caba escondendo o término do namoro, pois a posição de companheira do vilão garantia a proteção dela no mundo criminal. Porém, quando é revelado o rompimento, vemos que isso é o que faz a trama oferecer à personagem uma diferente perspectiva ao não fazer do Coringa o centro da vida dela e é aí que a produção se diferencia da de 2016.

“Eu não era a única em Gotham buscando emancipação.”

A Arlequina de 2016 coloca em um pedestal um homem que não a ama, que a maltrata, que a descarta e que é super abusivo. Já a Arlequina de 2020 é fashionista, se mostra muito mais inteligente do que realmente é, luta muito bem, está muito mais engraçada, vemos mudanças nos seus relacionamentos interpessoais, mostra suas emoções humanas de forma mais real e está muito mais destemida e empoderada.

Diferente do longa de 2016, com um look preguiçoso e pra lá de sexista, vemos um look totalmente cool que reflete a personalidade excêntrica e diferente da personagem e isso já é um atrativo a mais nas telonas. Quem aí não copiou o look dela? Além disso, ela é conhecida como uma das personagens mais inteligentes dos quadrinhos e em Aves de Rapina ela usa essas habilidades para entender seus inimigos e até manipulá-los.

Aves de Rapina' acerta com Margot, mas desanima com enredo
Looks divertidos e excêntricos são a marca registrada da personagem/ Reprodução

Se em Esquadrão Suicida a gente morreu de rir com as tiradas da Arlequina, Aves de Rapina ela está muito mais engraçada, doida, respondona e vemos que essa liberdade a faz falar muita besteira e piadas que garantem a diversão de quem assiste. Outra coisa, já sabíamos que ela é uma lutadora sensacional, mas no longa de 2020 ela tem destaque e mostra para o que veio e apesar de estar em equipe, ela tem muitas cenas que a valorizam como as momentos em câmera lenta, com armas, taco de baseball, marreta e até seus patins clássicos! 

Porém, nem só de diversão vive um filme. Na produção de 2016, a Arlequina tem mais camadas e como protagonista, ela mostra várias emoções que faz com que a gente se identifique com ela, pois vemos medo, tristeza, mágoa, raiva e até mesmo um afeto pela personagem da Cass – e pela hiena de estimação, o Bruce. As relações construídas mostram que a personagem realmente conhece as pessoas de Gotham , por exemplo, a relação dela com o Doc (Dana Lee) surpreende e quando ele vai embora, ela ficou mesmo magoada e isso prova que vilões também tem coração. Claro que no longa de David Ayer até tentou trabalhar a amizade dela com os outros personagens, mas no final não conseguiu entregar a mesma verdade.

A mensagem de Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa se torna uma maneira impressionante e gritante de mostrar, através de uma análise psicológica que se apresenta de maneiras chamativas e reais, que os abusos sofridos pelas mulheres não são frescura e precisam ser abordados. Por outro lado, o roteiro mostra a emancipação de todas as mulheres, deixando claro a mensagem de apoio. Nada disso seria tão efetivo se não fosse a ótima atuação de todo o núcleo feminino, que não precisa de palavras para expressar seu descontentamento com as situações.

“Psicologicamente falando, vingança raramente traz o alívio que esperamos.”

Bem, deu para conhecer um pouco mais dessa personagem e entender o motivo dela ser tão forte e importante para o universo DC, além da questão social que evidencia o quanto precisamos mudar essa versão de que a mulher precisa ser um objeto sexual. Se queremos ver mudanças no audiovisual, na frente e atrás das câmeras, precisamos deixar CLARO que queremos mais igualdade, mais equidade no tratamento em que temos tido há muito tempo. Essa personagem só reforça que precisamos ter mudanças e e que queremos ver daqui para frente.

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