domingo, 17, outubro, 2021

Crítica: Azul é a Cor Mais Quente

Vencedor do festival de Cannes, Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle) é uma linda história de amor baseada nos quadrinhoLe Bleu est une Couleur Chaude, de 2010, escrito e desenhado por Julie Maroh.

A trama apresenta Adéle (Adèle Exarchopoulos), uma adolescente que está descobrindo sua sexualidade. Após um relacionamento morno com Thomas (Jérémie Laheurte), acaba se apaixonando por Emma (Léa Seydoux). O longa retrata como Adéle lida ao descobrir esses sentimentos, enquanto mostra a reação dos conhecidos em relação a essa novidade.

Mesmo simples, o longa é cheio de polêmicas. Para começar, o óbvio: amor lésbico. É de se imaginar que em pleno 2013 as pessoas iriam começar a aceitar melhor as diferenças porém as críticas atacando a obra francesa provam que o ser humano ainda tem muito o que evoluir.

O sempre polêmico sexo também dá o que falar no filme. As longas cenas de sexo geraram um rebuliço na crítica, por conta da sua extensão e por ser extremamente explicitas. Destaque para a cena que mostra a relação entre Adéle e Emma, que é bem longa e explícita, cerca de 6 minutos de duração. Realmente é um pouco constrangedor para a maioria do publico. Entretanto, isso foi um ato pensado, já que a cena que mostra a relação sexua com Thomas é bem mais curta e fria, enquanto a das mulheres demonstra muito mais paixão e ajuda a destacar a diferença na intensidade do amor.

Azul é a Cor Mais Quente
Azul é a Cor Mais Quente

Na coletiva de imprensa na sequencia da exibição do filme, o diretor Abdellatif Kechiche foi questionado sobre a decisão de fazer essa longa cena de sexo. A resposta dele que ele realmente prefere fazer cenas mais longas, não apenas nessa de sexo, como em cenas de amor, conversas, jantares e festas. De fato, isso é algo que se percebe muito fácil no longa, não foi raro ver cenas onde o jantar da família durava um bom tempo e conversas longas. Também foi questionado o fato da críticas ao modo como o sexo entre as duas personagens foi retratado, sendo chamado até de uma visão machista. Em resposta,  o diretor sambou na cara da sociedade, dizendo que o que o foco das cenas era o amor delas e não o sexo, seu foco nesse filme era mostrar um amor gay sem nenhuma diferença social.

A produção é longa, tem 3 horas de duração, e realmente há um espaço para o espectador achar desnecessário  ter cenas tão extensas, ou até mesmo a direção minimalista que mostra closes realmente desconfortáveis. O diretor defense seu estilo, afirmando que esses closes expressam o que não podia ser dito com palavras.

Azul é a Cor Mais Quente é uma linda produção. Cheio de detalhes, como a cor azul sempre presente em todas as cenas, o longa representa o amor, com o bônus de mostrar a vida e juventude na França, com manifestações e a vida escolar de lá. Inclusive, foi perguntando para os atores se a juventude realmente é participativa assim e a resposta foi que sim, “tudo é motivo para ir para a rua protestar e, inclusive, muitas pessoas acabam protestando apenas para faltar na aula”, afirmou Exarchopoulos.

Veja abaixo as fotos da coletiva com os atores e diretor.

Veja mais sobre Azul é a Cor Mais Quente

 

 

 

Nota do Thunder Wave
Uma linda história de amor, muito bem retratada em um filme artístico.

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