quarta-feira, 30, setembro, 2020
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Crítica: A Bela e A Fera

Uma fiel e emocionante representação da clássica animação

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast,) foi uma das animações que mais marcou toda uma geração. Se destacando por mostrar além das conhecidas princesas e seus lindos príncipes, o desenho mostra uma protagonista forte, independente e bem longe dos estereótipos fúteis femininos, com um par romântico que foge muito do convencional, focando em mostrar a importância de ver a beleza interior da pessoa.

A Disney resolveu reviver esse interessante conto na versão live-action, e para garantir o sucesso investiu em deixar o mais fiel possível em relação ao desenho original e trazer um elenco de peso, comandado pela queridinha Emma Watson. A trama, assim como a original, traz Bela (Watson), uma garota culta e independente que cuida de seu pai Maurice (Kevin Kline) e deseja uma vida diferente das moças de seu vilarejo. Quando seu pai é feito de prisioneiro por uma medonha Fera (Dan Stevens), a garota se oferece para ficar no lugar do pai e acaba vindo conhecer melhor essa fera e seu castelo cheio de objetos animados.

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A Bela e a Fera Objetos

O longa ficou fiel na exata medida que os trailers mostram. Muito pouco foi cortado, mas para não ser apenas a versão idêntica do desenho em live-action, a produção colocou adendos, como explicar o que aconteceu com a mãe de Bela e justificar o comportamento do príncipe antes de se tornar a Fera, que se dá pelo modo que foi criado.

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A Bela e a Fera- Emma Watson e Dan Stevens

A obra é visivelmente mais adulta, irá agradar todas as idades, mas, talvez para garantir que o espectador capte todas as questões morais que são apontadas em A Bela e A Fera, é mais explícita e parece fazer questão de destacar todas as críticas sociais, já que provavelmente não notamos todas em nossa inocência infantil ao assistir o desenho. Gaston (Luke Evans) é quem deixa mais evidente essa sutil mudança, mesmo tendo as mesmas atitudes que o personagem do desenho, ele parece muito mais cruel e vulgar nessa versão. Isso é reforçado por pequenas divergências, como o pai de Bela não ser louco no início, porém ainda assim sofrer a ameaça de ser internado em um hospício pela população da vila, a mando de Gastão, isso só deixa mais evidente o quanto ele manipulava as pessoas com seu charme e é, na realidade, o verdadeiro monstro da historia.

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Luke Evans como Gaston

O elenco de peso entrega, sem exceções, uma incrível atuação, até mesmo que fazem os objetos do castelo, que apenas com sua voz e umas semelhanças nos efeitos de criação dos personagens, conseguem deixar evidente quem são. A Fera, que tem o visual baseado nos traços de Dan Stevens, ficou impressionante, lembrando muito o ator durante toda a produção. Não havia dúvidas sobre a atuação de Emma Watson, já que o papel cai como uma luva para ela, mas acho digno mencionar que ela entrega perfeitamente sua parte, tanto de atuação quanto de canto.

Luke Evans também merece uma menção honrosa, visto que conseguiu passar toda a arrogância de Gaston para as telas sem nenhuma dificuldade. Entretanto quem merece o verdadeiro destaque é Josh Glad, que interpreta seu fiel parceiro LeFou. Glad deu um ar único ao personagem, ao mesmo tempo em que se manteve incrivelmente fiel ao pequeno homem do desenho, se mostrou muito importante com as sutis mudanças de seu personagem. O LeFou do filme entrega valores diferentes – além da polêmica da homossexuliadade- que mostram que Glad não é bom apenas em um papel cômico vazio, mas também em mudar completamente sua postura, o que demonstra apenas em expressões.

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Josh Glad como Lefou

O visual, assim como a trilha sonora, são perfeitos. Desde o inicio impressionam pela semelhança, principalmente as tomadas externas do vilarejo e do castelo, que poderiam enganar e se passar pelas cenas da animação. Os lindo cenários e a trilha sonora com cenas idênticas às originais proporcionam uma gostosa viagem no tempo que sem dúvidas irá emocionar os fãs desse clássico da Disney.

É impressionante, e um pouco deprimente, como A Bela e a Fera ainda é atual. Levantando questões como o preconceito contra Bela, que é dada como esquisita por ser uma mulher independente e ir além das futilidades femininas das outras garotas, além de apontar como a sociedade é facilmente manipulada pelo “galã”, a obra ainda consegue passar a mensagem de que o que realmente importa é a beleza interior.

A Bela e a Fera estreia dia 16 de março nos cinemas brasileiros.

Veja a ficha técnica e elenco completo de A Bela e a Fera.

Nota do Thunder Wave
Se mantendo muito fiel à animação e com um lindo visual, A Bela e a Fera é uma deliciosa viagem no tempo que promete emocionar os fãs desse clássico da Disney

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