A Bienal Internacional do Livro aconteceu entre os dias 31 de agosto a 10 de setembro, no Riocentro, complexo de convenções localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Com recorde de público – o esperado eram 600 mil visitantes -, cerca de 680 mil pessoas estiveram nos onze dias de evento, bem como 300 autores convidados, divididos em 360 horas de programação cultural e 190 sessões.

Para este ano, a Bienal inovou e registrou mais recodes em sua história. A Arena #SemFiltro cresceu e teve 90% de ocupação da capacidade total do local – em 2015 eram 90 lugares, esse ano, 400 -. O público entre 15 e 19 anos representavam 18%, agora, são 33% (há 10 anos, o público jovem era representado por apenas 11%). O espaço Geek e Quadrinhos, montado estrategicamente no pavilhão verde (considerado o pavilhão geek), também foi outra novidade que atraiu a atenção dos visitantes da Bienal.

Affonso Solano comandou todas as atrações do espaço, que recebeu os fãs da cultura pop e participaram de diversas atividades como batalhas medievais, mesa de jogos e área de realidade aumentada. O EntreLetras foi outra sensação da feira literária, onde crianças de todas as idades, puderam interagir com atividades lúdicas de cunho sensoriais, criadas por Daniela Chindler, que atribuiu toda a imersão dos pequeninos no universo literário.

A melhora do acesso ao Riocentro fez com que pessoas de outras partes do Rio de Janeiro, pudessem prestigiar o evento, afinal, 56% desse público, usaram o transporte público para ir e vir à Bienal 2017. Os turistas aumentaram em 14% e os grandes anfitriões do evento, os livros é claro, manteve o mesmo número da edição passada. Cada pessoa adquiriu em média, 6,6 livros com um gasto médio de R$ 25,18. Retratos da crise econômica que se instaurou no Rio de Janeiro.

A vice-presidente do SNEL, Sindicado Nacional dos Editores de Livros, Mariana Zahar comentou sobre a queda no mercado editorial em 2016, mas acredita que o sucesso da Bienal do Livro esse ano, marca a retomada do prazer de comprar e ler os livros. “Se tivemos uma queda no ano passado no mercado como um todo dos livros, 2017 já marca uma retomada e um respiro para as empresas. Certamente a Bienal contribui significamente para isso“, relatou Mariana.

Quanto as redes sociais, também é só comemorações para a feira. Durante os onze dias do evento, o Facebook teve um crescimento de 17% e seu alcance quase atingiu um milhão de pessoas. Os stories do Instagram tiveram quase 2,5 milhões de impressões.

Tatiana Zaccaro, diretora da Bienal, comentou a respeito do saldo positivo desse ano. Em depoimento, ela disse estar satisfeita com os números e com o crescimento da programação e que tudo isso, é o resultado de muito trabalho pois era o principal objetivo do evento. “Estamos muito satisfeitos com os números da Bienal. Com o crescimento da programação, atingimos nosso objetivo de proporcionar uma experiência cultural para toda a família“, comemorou Tatiana. “É muito bom ver o investimento de todas as editoras em estandes cada vez mais bonitos e com mais atrações para o visitante“, finalizou.

A próxima edição ainda não foi divulgada, o que segundo a assessoria, “será daqui a dois anos“. A data será anunciada em breve pelos canais oficiais do evento e você já pode se preparar desde agora para o ano de 2019.

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