A Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro chega a sua 18ª edição repleta de novidades. A cada dois anos, o Riocentro abriga os dias de evento e esse ano, não foi diferente. Para quem deseja ir ao evento, a melhor opção é usar os transportes públicos mas se deseja fazer uso de automóveis próprios, o Riocentro dispõe de estacionamento com segurança para os visitantes.

Por falar em transporte público, o sistema de transporte BRT, uma espécie de metrô de superfície, funciona normalmente em todos os dias do evento, incluindo finais de semana e feriado (07) e conta com duas estações, Olof Palm e Riocentro, onde você desce na porta do evento. Para maiores informações, acesse o site do BRT clicando aqui.

Nossas primeiras impressões até o momento é de organização. Durante o percurso para a entrada, haviam pessoas com megafones informando o caminho certo. Não houveram problemas para a retirada de credenciais, não havia filas para a compra dos ingressos e nem filas para a entrada feita pelo pavilhão laranja.

Feito o check-in, o mundo literário te aguarda. O balcão de informações ainda é bem escasso de informações, as atendentes fizeram uso do mapa contido no jornal de programação que pode ser adquirido gratuitamente em qualquer balcão de informações. Dentro dele, há a programação completa dos 11 dias de evento, bem como as programações dos expositores e o mapa dos três pavilhões.

Em cada pavilhão (azul, laranja e verde), há banners informativos indicando cada respectivo corredor, justamente para facilitar a localização. Basta olhar para o teto. Os banheiros internos estavam sendo limpos a todo instante e não havia filas para o bebedouro, que são espalhados nos quatro cantos dos pavilhões, assim, você pode repor sua água quando quiser.

As famosas filas

O grande problema ainda de eventos como a Bienal do Livro, são as imensas filas. Filas para comer, filas para pagar o que comeu, filas para pedir comida, filas para comprar livros, filas para pegar autógrafo dos autores… intermináveis filas. E a sensação que dá é que elas não andam. Pensando nisso, os assessores dos autores, por exemplo, não permitem contatos muito longos dos fãs com os escritores. No máximo, é uma foto e apenas isso.

Para participar das sessões de autógrafos, é necessário adquirir gratuitamente uma pulseira com senha – cada estande disponibiliza um número de senhas e é de suma importância acompanhar as novidades de cada editora. E adivinhem o que terão de enfrentar para pegar as tais senhas? Se respondeu fila, você está correto. Se vier à Bienal pensando em se encontrar com os autores, prepare-se para ficar umas boas horas de pés.

Os estandes

Para esse ano, alguns estandes apostaram em novidades para atrair o público e obviamente, fazer aquela tão sonhada venda. A editora HarperCollins Brasil que debuta na feira, por exemplo, instalou em suas dependências, um cinema onde acontece sessões a cada 10 minutos. Os espectadores se deitam no chão e assistem um filme sobre a importância da leitura numa tela gigante com curvatura.

Do lado de fora, homenageando a autora Agatha Christie, a rainha dos romances policiais, fora montado uma estrutura com uma maria-fumaça chegando a uma estação, referência ao livro Assassinato no Expresso do Oriente, que fora adaptado para os cinemas com título homônimo e tem estreia prevista para esse ano. Os leitores podem sentar-se enquanto leem um bom livro e fazer aquela foto.

A editora Rocco resolveu inovar com um estande bem temático. Inspirado no castelo de Hogwarts, escola de magia da saga Harry Potter, atraiu os fãs da saga e também os curiosos. Em comemoração ao lançamento dos sete livros em capa dura, a decoração ficou por conta dos elementos mágicos presentes nos livros de J. K. Rowling. Mas não é só isso. Tem o cantinho da Clarice Lispector onde os fãs da poetisa podem interagir com o cenário.

Já a editora LeYa, responsável pelas publicações dos livros que inspiraram a série Game of Thrones, de George R. R. Martin, fizeram uso de tecnologia com painéis de LED, prateleiras expondo livros para a aquisição do público e em uma extremidade do estante, fila gigantesca para tirar foto sentado no Trono de Ferro. Na outra, mais fila para girar uma roleta podendo ganhar brindes ou descontos de até 30% para compras no estante.

A Saraiva montou uma extensão de suas tradicionais lojas para o púbico e ofereceu aos visitantes, pontos de recarga para câmeras, tablets e telefones celulares. Já a Submarino resolveu inovar esse ano trazendo seu estoque de livros para serem vendidos em um estande totalmente diferente do ano passado, onde só ocorria debates e encontros literários. A Companhia das Letras é um dos mais bonitos e chamativos, com luzes incentivadoras à leitura.

A Intrínseca optou por prestar homenagens aos autores Neil Gaiman, Jojo Moyes e Josh Malerman, com as paredes externas do estande estampando os livros dos autores publicados pelo selo. As editoras Sextante e Arqueiro expõem suas obras num pequeno e aconchegante estande, com espaço para fotos e autógrafos com autores e 4 postos de pagamento, tudo para evitar ao máximo as filas.

Retratamos aqui um apanhado geral do imenso mundo que é a Bienal do Livro no Rio de Janeiro. O evento não terminou, vai até o próximo domingo de setembro, dia 10 e ainda há muito o que se ver. Se pretende ir, não se esqueça de assistir abaixo, o nosso vídeo de dicas antes de se aventurar pela feira. Para maiores informações, acessem o site da Bienal do Livro e do Riocentro.

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