Carrie foi um personagem criado tão bem por Stephen King que parece sempre voltar. A primeira versão cinematográfica baseada no livro homônimo do autor foi muito bem sucedida- mesmo que não tenha sido exatamente fiel à obra- mas com a ótima direção de Brian De Palma e a incrível atuação de Sissy Spacek, o longa surtiu o efeito desejado.

Já nessa nova versão de Carrie- A Estranha (Carrie), a proposta de Kimberly Peirce parecia diferente desde o início, com uma atriz conhecida pelo público juvenil e uma trama um pouco mais atualizada, era visível que teria algumas mudanças para justificar uma regravação de um filme bem sucedido e a maior aposta era o terror, já que seria lógico abusar dos recursos atuais em cenas mais pesadas.

Porém não foi isso que aconteceu. A trama acabou ficando muito mais juvenil do que a antiga e não chegou perto de surtir o mesmo efeito do longa anterior. À principio o roteiro parecia querer arrumar as diferenças em relação à adaptação, entregando cenas muito fieis que impressionaram durante um tempo, entretanto, conforme chega perto do desfecho, tudo desanda e tudo que possivelmente desagradou os fãs do livro no primeiro filme é repetido e com direito a muitos absurdos acrescentados.

Carrie- A Estranha
Carrie- A Estranha | Imagem: Sony Pictures

A trama conta a história da Menina Carietta White (Chloë Grace Moretz), que possuí o dom da telecinese e sobre muito bullying na escola por causa das maluquices em sua criação, derivadas de sua mãe Margaret White (Julianne Moore), além dos abusos sofridos pela mesma. Um dia, quando a jovem menstrua pela primeira, ela se desespera e acredita esta morrendo, por nunca ter conversado sobre o tema em casa. Mais uma vez, ela é ridicularizada pelas garotas do colégio. Aos poucos, ela vai desenvolvendo esses poderes até fatalmente causar um desastre.

Chloe Sissy
Chloe vs Sissy Space como Carrie

A obra é um terror interessante, mas pesa pro lado da irrelevância. Não há nenhum defeito aparente, o enredo (se ignorar o livro) é coerente, os efeitos são bem colocados e a direção satisfatória, porém é um longa “esquecível”, que não conseguir ser marcante em uma época em que o terror anda dominando as telas e esse se tornar apenas mais um.

O elenco é igualmente convincente, Chloë não surpreende na atuação, mas consegue entregar bem seu papel e sua química com e Julianne Moore é maravilhosa. Seus papeis são bem contrastantes, o que funciona bem, enquanto Moretz passa do nada para um exagero de poder, Moore é delicada, porém abusiva durante todo o processo.

Carrie- A Estranha
Moretz e Moore em Carrie- A Estranha  | Imagem: Sony Pictures

Carrie- A Estranha acaba sendo um terror muito leve. Previsível, por ser uma história conhecida, e livre de qualquer suspense ou tensão. É um entretenimento muito básico que não irá desagradar, mas dificilmente será algo além de um passatempo.

 

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