quinta-feira, 22, abril, 2021
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Crítica: Chocante

Nesse ano várias obras relacionadas aos ano 80 foram lançadas. Livros e filmes usaram a temática e tentaram levar o espectador de volta a essa marcante década. Chocante, que se passa no final dos anos 80 e inicio dos anos 90, é mais uma dessas produções, mas se destaca com seu teor nostálgico e sua maneira divertida de resgatar os clássicos e programas que tanto animavam as noites de sábado.

Os anos 1990 marcaram o sucesso da Boy Band brasileira Chocante. Vinte anos mais tarde, o grupo acabou, e Clay (Marcus Majella), Tim (Lúcio Mauro Filho), Téo (Bruno Mazzeo), Toni (Bruno Garcia) e Tarcísio tomaram rumos diferentes na vida. Os antigos colegas se reúnem para um evento inesperado: a morte de Tarcísio. No funeral, eles decidem se apresentar mais uma vez, em nome dos velhos tempos. No lugar do falecido colega, entra o novato Rod (Pedro Neschling).

O grupo Chocante foi um sucesso por menos de 1 ano e acabou com a briga ao vivo entre dois de seus componentes principais. Hoje cada um possui uma vida simples. O filme relata de uma maneira divertida a história desses quatro amigos que se reencontram 20 anos depois do final trágico. Dali em diante, a trama investe em momentos que relembram os shows, os bastidores, as viagens e os momentos de alegria compartilharam juntos.

Crítica: Chocante 1
Chocante | Imagem: Imagem Filmes

Sem apelar para o dramalhão, a trama mantem o tom cômico para relatar cada uma das histórias. Como bônus, ainda coloca momentos que mostram como poderia ter sido o futuro dos personagens se a banda tivesse dado certo. Com pequenas subtramas, Chocante faz com que o público se identifique com cada um dos membros da Boy Band.

As engraçadas situações em que o quarteto se envolve para lançar novamente o grupo servem também como desculpa para explorar as relações humanas, servindo como uma crítica às medidas desesperadas das sub-celebridades em busca da fama, que incluem participar de programas de Reality Shows e mostrar sua vida a todo instante em redes sociais.

O longa também retrata muito bem a situação do Brasil, na qual famílias precisam aceitar qualquer tipo de trabalho para manter suas casas. Não são personagens longe do cotidiano do público, “são losers em tudo, como todos nós”, segundo disse Lúcio Mauro em encontro com jornalistas na pré-estreia do filme.

Chocante retrata bem o nascimento e a morte das Boy Band. Também o sucesso que muitos fizeram individualmente. E não apenas deste sucesso nas mídias, mas de pessoas que tiveram um sonho e conseguiram ou não a realizar anos depois. E é essa lição que a obra traz: Você pode não fazer sucesso, mas não transforme sua vida em uma chatice!

Nota do Thunder Wave
Divertido e com uma boa lição moral, Chocante é uma produção brasileira que merece destaque.

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