terça-feira, 1, dezembro, 2020
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Crítica: Círculo de Fogo

Robôs vs. Monstros

Lutas entre Robôs gigantes estão presentes em muitas obra cinematográficas. Geralmente investindo muito na pancadaria mecânica e com uma trama que parece servir apenas de apoio, essas produções acabam sendo do popular estilo “desliga a lógica e aproveita”. Círculo de Fogo (Pacific Rim) estreia para provar que é possível usar seres gigantes e ainda manter uma boa coerência na trama.

Comandada por Guillermo Del Toro, a trama mostra uma batalha entre os Kaiju, criaturas monstruosas, e Jaegers, robôs gigantes controlados pelos humanos. Quando os Kaiju, começam a emergir do mar e atacar os humanos, é formada uma força defesa com os Jaegers, que são controlados por duas pessoas, através de uma ligação neurológica (por memórias, para ser mais exata), cada uma delas controlando um lado do robô.

No começo acabam até destruindo alguns monstros, mas os Jaegers acabam sendo ineficientes na batalha contra os Kaijus, então os que estão no controle resolvem continuar com o projeto, e saem à procura de um ex-piloto Raleigh Becket (Charlie Hunnam), que já controlou um Jaeger cinco anos antes, e uma treinadora, Mako Mori (Rinki Kikuchi), que se junta para combater os monstros, e vão se conectar à um antigo e lendário Jaeger, que possui controle analógico, com o comando de Stacker Pentecost (Idris Elba). Juntos eles representam a última esperança da humanidade contra o apocalipse.

Círculo de fogo (Jaeger)
Círculo de fogo: Jaeger | Imagem: Warner

A premissa não parece diferente das obras que estamos acostumados a ver – e de fato não é-, juntando inúmeros seres gigantes, a proposta inicial é mostrar lutas inimagináveis. Porém Del Toro consegue manter uma qualidade superior aos blockbusters do mercado, usando seu talento de diretor para garantir ótimas cenas que em conjunto com os efeitos visuais, garantem um visual competente. O roteiro consegue ultrapassar a barreira da pancadaria, e mesmo que luta entre robôs e monstros seja o que guia o filme, há um bom balanço entre o drama e humor que diferenciam a produção.

Círculo de Fogo (A equipe)
Círculo de Fogo | Imagem: Warner

Entretanto, mesmo que consiga se diferenciar, Círculo de Fogo também possuí suas falhas. Em vários momentos a trama sofre com diálogo fracos e alguns erros comumente cometidos em obras que possuem essa temática. Com referências à animes, a produção, mesmo que não seja impressionante na sua construção, consegue entreter e divertir, principalmente aos já gostam de uma boa luta envolvendo robôs.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Círculo de Fogo

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Nota do Thunder Wave
Círculo de Fogo consegue ter uma qualidade superior à maioria dos blockbusters do mercado.

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