quarta-feira, 21, outubro, 2020
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Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada

Deuses Americanos fez uma ótima temporada em sua estréia. Adaptada do livo homônimo de Neil Gaiman, a série possui algumas mudanças em relação à obra original. Veja as principais mudanças da 1ª temporada, mas cuidado com possíveis spoilers.

A grande aparição de Anansi

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 1

Anansi, também conhecido como Mr. Nancy, é o deus africano das histórias/ tecelão, representado por uma aranha. Na série o personagem interpretado por Orlando Jones é apresentado com grande destaque, tendo um episódio iniciado por sua lenda, onde ele incita escravos a matar os mercadores e colocar fogo no navio como forma de sacrifício a ele.

Já no livo, ele aparece no meio da história principal. Descrito como um homem velho, é apresentado a Shadow por Czernoborg, enquanto todos os deuses começam a se encontrar na House on the Rock. O local provavelmente será apesentado apenas na segunda temporada, mas Shadow e Anansi já se conhecem na obra, quando o Deus costura um terno para ele e Wednesday.

Update em Bilquis

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 2

Dona de uma das cenas mais chocantes da série, Bilquis, interpretada por Yetide Badaki, teve um update significativo na maneira como consegue suas “vitimas”. Rainha de Sabá, ela devora pessoas pelas suas “partes baixas”, em forma de sacrifício. Na obra de Neil Gaiman, ela vive com uma prostituta nas ruas de Los Angeles, maneira mais fácil de conseguir parceiros sexuais.

Já na série, ela é muito mais glamourosa. Salva pelo Techno Boy, ela usa um aplicativo de namoro para encontrar seu próximo encontro. Essa mudança pode ser justificada pelo ano em que o livro foi escrito. Na época, o namoro on-line não era tão famoso como agora, onde essa mudança se encaixa perfeitamente.

As várias faces da Mídia

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 3

Integrante dos Novos Deuses, a Mídia representa exatamente o que o nome sugere, a mídia televisiva. No livro de Gaiman, ela representa só a televisão e teve apenas duas faces. Uma como Lucille Ball, de I Love Lucy e outra como a personagem de Diane em Cheers. Em uma outra vez, ela apareceu para Shadow como uma mulher que lembrava todos os apresentadores que ele já havia visto. Vale mencionar que, diferente da série, sua primeira aparição é num quarto de hotel.

Na série, a personagem interpretada por Gillian Anderson aparece várias vezes ao lado de outros Novos Deuses e aproveita para homenagear vários nomes marcantes. Além de Lucy, ela aparece como David Bowie, Marilyn Monroe e Judy Garland.

O enforcamento

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 4

Algumas diferenças podem ser notadas na parte em que Shadow é enforcado na árvore.

No livro, o primeiro encontro entre o Shadow e Tecno Boy termina de maneira bem mais pacifica, ele sai quase ileso dele. Em outro período, Shadow é sequestrado pelos Novos Deuses, onde é levado para um vagão de trem isolado e vigiado por duas divindades. Ali ele é salvo por Laura, que mata todos no seu caminho, inclusive os Deuses.

Chega a ter uma menção da árvore no livro, mas em forma dos sonhos de Shadow, que faz referência ao mito de Odin.

A cena na delegacia, onde acontece a reunião com os Novos Deuses, também não existe no livro. As explicações dadas ali fazem parte do sequestro no trem. A série resolveu resumir essas partes e juntou tudo, resultando no enforcamento de Shadow na árvore, onde é salvo por Laura e posteriormente usa a parte da delegacia para terminar a explicação.

Audrey Revoltada

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 5

O modo como Laura e Robbie, melhor amigo de Shadow, morreram não foi modificado na série, porém o modo como Audrey lida com isso foi. No livro, Shadow chega no velório e vê Audrey cuspindo no rosto de Laura e quando a confronta sobre isso, ela declara que a esposa dele morreu com o órgão genital do marido dela na boca. A partir disso Shadow joga a moeda no caixão e vai embora. Há apenas um pequeno diálogo entre eles quando estão saindo do velório.

Já na série, Audrey parece estar bem bêbada. Ela conta o fato em um momento de raiva e, após todos irem embora, Shadow grita com o corpo já embaixo da terra. Nesse momento Audrey aparece, declara também estar com raiva e tenta convencer Shadow a fazer sexo com ela, como vingança. Além disso, ela menciona ter urinado no caixão do marido e ter mandado colocar seu órgão removido em um local bem especifico dele…

As restantes aparições de Audrey também são modificadas, no livro ela retorna apenas em um momento mais avançado da trama, com uma história bem interessante que certamente ainda irá aparecer na série.

Papéis aumentados

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 6

Laura, interpretada por Emily Browning, sofre mudanças em relação ao personagem do livro e tem uma participação bem aumentada na série. Na obra de Gaiman, ela não tem nem metade do destaque que possui na série, mesmo sendo muito importante para a trama.

O relacionamento dela com outros Deuses não existe na obra literária, ela chega a conhecer o Mr. Ibis e o Mr. Jacal, mas de outras maneiras e sua aventuras pela América são pouco evidenciadas. Seu relacionamento com Shadow é modificado na série, se tornando mais frio do que deveria. Por falar nisso, Shadow não vai para a prisão por assumir o golpe de Laura, ele vai preso por agressão, também durante um golpe.

Ela também não chega a perder a moeda de Mad Sweeney, que não está enterrada em seu peito, mas pendurada como um colar em seu pescoço.

Mad Sweeney, interpretado por Pablo Schreiber, também ganha um destaque muito maior na série. No livro ele tem uma participação mais contida e melancólica, além de não ter tanto envolvimento em planos prévios de Wednesday. Ele e Laura não possuem nenhuma relação e quando ele perde a moeda, não há azar na obra literária, ele sofre um tipo de abstinência por ela ser vital. E quando descobre onde ela está, já passou do tempo para recuperá-la.

Outra mudança é o envolvimento na história de Essie. Ele não está nela, pois os seres mostrados na obra de Gaiman nessa história não são Leprechauns, são uma variação do mito.

A criação de Vulcan

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 7

Vulcan (Corbin Bernsen) e toda a trama da cidade são invenções exclusivas para a produção. O personagem é uma criação original do próprio Neil Gaiman para a série. Segundo o autor, em uma viagem para o Alabama, ele encontrou uma cidade curiosa, metalúrgica, com uma estátua do Deus romano. Isso serviu de inspiração para o personagem.

A promoção de Salim

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 8

Salim tem uma apresentação interessante no livro, mas que só serve para ilustrar a história do Jinn. O relacionamento e desfecho do seu encontro com o Jinn não é diferente do que foi colocado na série – talvez um pouco pelo fato de parecer que o Jinn deixou Salim preso como taxista, assim como ele era. Mas a participação dos personagens termina nessa narrativa.

Já na série, Salim, interpretado por Omid Abtahi, sai em um tipo de jornada com Laura e Sweeney- jornada que nem existe no livro.

Falsos Pacíficos

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 9

Os Novos Deuses aparecem com um papo pacifico na série, dizendo que não querem guerra. Entretanto, no livro, os Novos Deuses não são nada assim, na realidade eles são violentos e partem para a agressividade sempre que possível.

O aparecimento de Jesus

Comparativo Livro vs Série: American Gods- 1ª Temporada 10

A série não tem problemas em mostrar Jesus-por sinal, mostra várias versões dele! Na versão literária, Gaiman não quis colocar o personagem. Na edição especial do livro, o autor menciona que achava lógico usar Jesus na trama, pois abrange várias religiões e como poderia deixar de fora o grande nome da religião dominante na América? Mas o autor teve receio e retirou a aparição, deixando apenas como extra nessa edição.

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