Publicado pela editora Intrínseca, Mindhunter é uma obra que relata a vida de John Douglas, o primeiro caçador de Serial Killers americano. Douglas serviu como consultor para o FBI, onde ele ajudava a prever a mente dos assassinos e criar um perfil que ajudava a polícia a encontrá-lo.

Adaptada pela Netflix, a série Mindhunter bate recordes em relação às mudanças de acordo com o livro. Por se tratar de um livro biográfico, era de se esperar algumas mudanças na narrativa, mas há momentos em que até mesmo os personagens são descaracterizados por elas.

Pela enorme quantidade de diferenças, e por algumas delas serem relacionadas a casos que naturalmente iram ficar de fora da série, iremos focar apenas nas principais, que são relacionadas aos personagens.

Veja abaixo a lista com as principais diferenças entre o livro e a série Mindhunter:

1. A estranha linha do tempo da carreira de John Douglas

Certamente, a principal mudança da série é onde começa a narrativa da carreira de Douglas, na série conhecido como Holden Ford (Jonathan Groff). No livro, o autor narra todo caminho que traçou para chegar ao seu cargo final, tendo vários empregos baixos e menos glamorosos.

Na série, é natural que essa transição demore menos, afinal, o público que ver o trabalho como consultor logo. Entretanto, o problema fica na personalidade do personagem. Enquanto ele está rapidamente maduro em sua carreira na série, sua personalidade é muito mais imatura. Logo, escolheram manter o caminho de evolução pessoal de Douglas, porém passando direto para seu trabalho final. Isso resultou em uma controvérsia interessante em seu personagem, transparecendo uma inocência que, na realidade, ele não tem.

2. Sai Pam, entra Debbie

A existência de Debbie serve como outro exemplo para o item anterior. Logo no início do livro, Douglas conhece Pam e não demora para ter um relacionamento firme e casar com ela.

Já a série nos apresenta Debbie (Hannah Gross), que vira um relacionamento, mas que parece ser temporário. Debbie serve tanto como um apoio para explicar os dilemas psicológicos do personagem, como um caminho para colocar cenas mais românticas e picantes. O problema é que Ford é retratado com uma incrível insegurança emocional, além de Debbie ser mais inteligente que ele, descaracterizando novamente o personagem.

3. Olá, Wendy

Wendy, personagem vivida por Anna Torv, também é novidade da série. Claramente servindo como uma representação feminista na obra, a personagem de fato ajuda muito na trama e sua presença é muito justificável, visto que apenas a vida de Douglas e um pouco da de seu parceiro são mostradas no livro.

4. O drama do filho de Bill

O filho adotado de Bill (Holt McCallany), que possui problemas de comunicação, também não existe no livro. Na realidade, a vida pessoal dos parceiros de Douglas não é explorada.

A criança dá um toque extra, servindo para mostrar alguns pontos íntimos que Douglas relata no livro, em relação às dificuldades de ser pai e manter um casamento estando nesse ramo.

Veja também a resenha do livro e a crítica da série.



1 COMENTÁRIO

  1. Os exageros estéticos passam longe de Mindhunter. Não há sangue, muito menos violência durante as dez horas de série. As series são os meus passatempos preferidos já que existem produções de diferentes temas. Estive procurando novas series que fossem sair recentemente e a nova temporada de Sr. Ávila é a que mais chamou a minha atenção. Sem dúvida, é uma das melhores series boas de drama, esta temporada vai ser um êxito, pelo o que li que o elenco esta confirmado por atores que são muito profissionais. É das melhores que já vi, a história é levada de uma forma perfeita porque mantém o espectador sempre interessado, é uma excelente opção para ver. Já conto os dias para a data de estréia!

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