David Tennant é um ator que chama atenção em todas as suas atuações. Muito talentoso, ele consegue impressionar em qualquer papel, seja em filmes, televisão ou teatro. A Casa do Medo (Bad Samaritan) chamou atenção logo no primeiro trailer por trazer Tennant como protagonista, encarnando um serial killer muito promissor. E promissor é exatamente a melhor palavra para defini-lo. Ao termino do longa, a sensação que o espectador tem é a de que poderiam investir em continuações para o personagem.

Um suspense à moda antiga, A Casa do Medo resgata os elementos que conseguiam passar toda a tensão da situação, sem investir em nenhuma cena forte. Em vários momentos é possível pular da cadeira ou se desesperar com o momento, em meio a situações simples e certeiras.

David Tennant em A Casa do Medo | imagem:Legion M

Contracenando ao lado de David Tennant temos Robert Sheehan, que dá a vida à Sean, um jovem aspirante a fotografo que realiza pequenos roubos para se sustentar. Quando um deles acaba o levando para a casa de Cale Erendreich (Tennant) e ele descobre uma mulher mantida como refém. A partir desse ponto fica obsessivo para salvá-la, enquanto sofre ataques constantes de Cale. Sheehan dá outro show de atuação, sem o seu desespero e inocência para contrastar com a maldade de Erendreich não teria como criar a tensão necessária que embala o longa.

Há motivos por trás das atitudes de Cale, que são explicados por cima, de modo satisfatório, porém deixando um espaço para ser mais explorado no futuro. O roteiro de Brandon Boyce é tão bem fechado e detalhista, que deixa a impressão de que pretende abordar mais sobre um personagem tão bem fundamentado.

Robert Sheehan em A Casa do Medo| Imagem: Legion M

É quase impossível terminar de assistir A Casa do Medo sem se lembrar de Hannibal Lecter, não por qualquer semelhança com canibalismo, mas sim pela motivação cega do personagem ao acreditar fielmente em seus motivos distorcidos. É exatamente essa fé em seus objetivos que tornam a produção tão imersiva, transmitindo ao espectador o desespero com a simplicidade da situação.

A Casa do Medo é um ótimo suspense, principalmente para os tempos atuais que parecem achar que extremismo fazem um bom filme. Com essa obra, podemos provar que menos é mais e que é possível conquistar o público investindo em algo mais cotidiano, porém muito assustador.

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