domingo, 19, setembro, 2021

Crítica | Reapresentando A Costa do Mosquito (1986)

Houve um tempo no século passado, principalmente até meados dos anos 1990, em que as pessoas iam as salas de cinema devido ao seu apelo por histórias com um conteúdo mais intimista e principalmente crítico, já que a Guerra Fria havia acabado a pouco tempo.

Toda a indústria do entretenimento esteve presente como uma fiel crítica a este estado de Guerra entre os EUA e a antiga União Soviética (URSS). Grupos musicais lançaram sucessos que até hoje são hinos de liberdade contra todo tipo de censura e até mesmo do perigo de deixar a responsabilidade de um aperto de botão na mão de um presidente que pode ser meio louco, como acabamos de ver nos últimos 4 anos de Trump. Felizmente, The Final Countdown não aconteceu.

Outro motivo que levava pessoas e mais pessoas às salas de cinema era para ver o seu ator favorito e na década de 1980 dois deles se destacavam com o público: Harrison Ford, por suas bilheterias históricas com Star Wars, Indiana Jones entre outros, além do jovem talento River Phoenix que também vinha de sucessos como Stand by Me e Viagem ao Mundo dos Sonhos e anos depois trabalharia com Keanu Reeves no sucesso Garotos de Programa. Caso tenha percebido o sobrenome, ele era o irmão mais velho de Leaf Phoenix, que após a morte de River, mudou seu nome para Joaquim.

Crítica | Reapresentando A Costa do Mosquito (1986) 1
River Phoenix ao lado de Keanu Reeves

A Costa do Mosquito (The Mosquito Coast), é um drama que mostra um inventor americano, interpretado por Ford, que se muda com a família para a selva da América Central, convicto de que os EUA estão falidos como nação. Decidido a criar uma civilização melhor que a que abandonou, ele não vê que sua obsessão pode acabar dividindo a família.

O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome que traz um Harrison Ford completamente diferente daquele que estamos acostumados a ver em ação. De herói ou o bad boy, aqui o ator é um paranoico, que vai além de sua obsessão em manter sua família na Costa do Mosquito. Ele praticamente os mantém cativos, sem comunicação alguma e vai além da proteção que acha que está dando a eles.

Dentro os conflitos que este isolamento traz, um deles é com o seu filho, vivido por River Phoenix, que faria depois o papel do jovem Indiana Jones em A Última Cruzada. Sua personalidade é de um jovem que entende seu pai, mas também quer entender mais dos acontecimentos que o cercam, percebendo a cada instante o quanto a obsessão do pai não é apenas ruim para todos, mas a ruína de uma família.

Crítica | Reapresentando A Costa do Mosquito (1986) 2
River Phoenix com Harrison Ford/ Imagem: Reprodução

A Costa do Mosquito é um drama emocional que leva o espectador a julgar o comportamento do pai, mas também a pensar se não faria o mesmo que ele, ainda mais em tempos como este que temos que viver em isolamento social. Dá para se pensar até que ponto os pais iriam para proteger a sua família e até que ponto um filho deve chegar para salvar a todos.

Nota do Thunder Wave
A Costa do Mosquito é um excelente drama, mas que poderá espantar alguns fãs de Harrison Ford devido ao seu papel como um pai obsessivo.

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