Baseado na comédia dramática homônima de 1992, A League of Their Own (Uma Equipe Muito Especial, no Brasil), estreia em novo fomato pela Amazon Prime Video e Sony Pictures.

Com uma premissa bem parecida, a nova trama traz novamente um grupo de mulheres que tentam entrar para a uma liga de beisebol profissional feminina, criada durante a Segunda Guerra enquanto a maioria dos maridos está no conflito. Entretanto, a nova roupagem investe mais no drama do que na comédia, deixando bem menos espaço para o romance.

Liderado por Carson Shaw (Abbi Jacobson), o novo time conta com uma enorme diversidade, entre homossexuais como Jo De Luca (Melanie Field), as mais ‘masculinas’ como Jess McCready (Kelly McCormack) e Lupe García (Roberta Colindrez), a latina atualmente descolada Esti González (Priscilla Delgado), a super feminina Maybelle Fox (Molly Ephraim) e destemida e misteriosa Greta Gill (D’Arcy Carden). Chanté Adams e Gbemisola Ikumelo completam o núcleo como Max Chapman, uma ótima jogadora que tenta realizar seu sonho de entrar para as ligas e é sempre negada pela sua cor de pele, e Clance Morgan, sua ajudante e melhor amiga.

Crítica | A League of Their Own- 1ª temporada 1
Chanté Adams e Gbemisola Ikumeloem A League of Their Own/ Imagem: Sony Pictures

Ambientada na década de 1940, A League of Their Own fala muito de feminismo e drama pessoais, assuntos que sobressaem o beiseibol. Em uma época como a mulher estava começando a encontrar a sua liberdade, quando solteira, e criando coragem para explorar sua sexualidade (independente de sua orientação), a série faz um paralelo entre as dificuldades de cada uma enquanto mostra o racismo da época.

Shaw só criou coragem para deixar de ser a esposa perfeita e se libertar dessa imagem construída na sua vila por estar longe do marido e acabar se rebelando quando descobriu que ele voltaria da guerra. Ao seu lado, Jo De Luca não esconde sua preferência por mulheres nem o ciúmes ao ver sua melhor amiga Greta criando novos vínculos. D’arcy Carden novamente se destaca em sua atuação, já tendo roubado a cena como Jane em The Good Place, aqui ela entrega uma personagem complexa, com uma carga importantíssima na trama que vira referência desde sua primeira aparição.

Crítica | A League of Their Own- 1ª temporada 2
Abbi Jacobson e D’arcy Carden em A League of Their Own/ Imagem: Sony Pictures

Enquanto a batalha pessoal de cada mulher do time é apresentada, que precisa se moldar para caber também nos padrões profissionais e imagens exigidas pela empresa, a representatividade negra fica muito bem colocada com as ótimas atuações de Chapman e Morgan, que lideram a parte mais complicadas da trama, mostrando o conhecido e complicado preconceito em uma época em que os negros estavam apenas começando a serem aceitos normalmente na sociedade, ainda em poucos lugares fora de suas comunidades. Max tenta furar essa bolha, sempre liderando momentos dramáticos que vão além de apenas uma mulher negra tentando seu espaço nesse mundo, fazendo constantemente que os homens negros também sofram, mas ela sofre mais, por ser negra e mulher.

A League of Their Own adapta um filme conhecido e interessante e leva ao extremo da crítica social, usando o que existe de melhor para representar mulheres batalhadoras em uma época muito difícil, enquanto usa o tom cômico pontual em suas cenas.

A League of Their Own estreia dia 12 de agosto no Amazon Prime Video.

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