segunda-feira, 17, maio, 2021
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Crítica | Ad Astra: Rumo às Estrelas

Num futuro não muito distante, Roy McBride (Brad Pitt) viaja para os limites do sistema solar para encontrar seu pai desaparecido e desvendar um mistério que ameaça a sobrevivência do nosso planeta. Sua jornada revelará segredos que desafiam a natureza da existência humana e nosso lugar no cosmos.

O filme com Brad Pitt finalmente chega ao Brasil. Na Ucrânia, estreou em janeiro deste ano.

Com uma abordagem no estilo drama-FC, “Ad Astra” traz semelhanças com produções como “Gravidade” e “Interestellar”. A trama é um tanto previsível e clichê, mas é bem conduzida. Ela não ofende nem apela pra pieguice.

Os efeitos visuais são espetaculares e os desempenhos de Brad Pitt e Tomy Lee Jones estão formidáveis. E as poucas cenas de ação são muito bem executadas.

O que mais incomoda em todo o filme é a  narração em off do protagonista. Na verdade até questionamos o por que dela, já que não explica nada além do óbvio e do que já é mostrado.  Acaba ficando cansativo.

O longa até tenta abordar toda a jornada do herói e a exploração espacial, até porque o diretor do filme é o mesmo de “Z – A Cidade Perdida”. Mas o faz de maneira muito superficial.

O protagonista, apesar de carismático e verossímil, é tão mal trabalhado pelo roteiro que no fim ficamos muito mais interessados em saber sobre aquele universo (história, tecnologia, personalidades etc.) do que a respeito dele.

A busca do personagem de Pitt por seu pai, o gênio excêntrico vivido por Tommy Lee Jones, é mais internalizada, onde ele, assim como o espectador são jogados dentro da história sem muita informação. A única coisa que sabemos é que seu pai foi parar em Netuno trinta anos atrás em busca de vida alienígena e nunca mais retornou. O velho clichê do reencontro pai-filho, mas com viés de viagem espacial.

Interessante neste caso nem é o questionamento se existe ou não vida fora do planeta Terra, mas certas descobertas que chegam a assustar, principalmente por serem conhecidas da humanidade. Talvez o que mais assuste seja justamente encontrar algo conhecido que quebre tudo aquilo que se achava conhecer.

Crítica | Ad Astra: Rumo às Estrelas 1
O tom melancólico e psicológico é uma das marcas mais fortes do filme.

Roy também é melancólico, assim como tudo o que está a sua volta. Ele não se envolve com os outros personagens, mantendo sempre uma distância segura, sem criar nenhum tipo de vínculo. Roy é um grande solitario por opção, que acredita firmemente que emoções e afeto são traiçoeiros. Ele é gentil porém frio. Ele é sim um herói típico; um indivíduo muito acima da média, aprovado com louvor em toda a seleção que o levou ao posto de major na organização espacial em que atua. Ele é o melhor no que faz. Mas o ponto alto do filme é justamente como isso é abordado: para Roy, essa condição de grande herói custou-lhe muitos sacrifícios pessoais. É interessante ver Brad Pitt interpretar esse tipo de personagem.

“Ad Astra” é um filme interessante. Mesmo com a incômoda narração em off, ele consegue ter identidade e trazer uma conclusão própria para a sua narrativa. Ainda que não seja nada profundo e deixe a desejar em alguns pontos dramáticos.

Leva 3 vidas de 5.

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