sábado, 24, outubro, 2020

Série retrata o que é ser mulher no final dos anos 50 numa sociedade machista e patriarcal e ressalta a importância da luta feminista pela igualdade de gêneros

Na última sexta-feira (22), a Netflix liberou em seu catálogo, a série Coisa Mais Linda, mais uma série nacional. A produção traz quatro mulheres como protagonistas de uma trama ambientada no final da década de 50 e um time de verdadeiros astros e estrelas, ajudam a contar uma deliciosa e cativante trama.

A série gira em torno de Maria Luíza Carone, a Malu (Maria Casadevall), uma mulher casada nascida e criada no mais alto luxo, requinte e conforto da família em São Paulo que parte para o Rio de Janeiro, em busca de notícias do marido, Pedro, que até então, encontra-se desaparecido. Tudo é desencadeado após um telefonema bem estranho. Ao chegar no Rio, Malu descobre que o endereço do apartamento do marido a qual possuía, não era bem como esperava.

Já no apartamento, ela descobre também, que o marido mantinha um caso extraconjugal ao encontrar um lenço e um bilhete em um bolso do paletó. Enfurecida, Malu põe fogo nas roupas de Pedro e também, nas fotografias, quase causando um incêndio. É onde Adélia Araújo (Pathy de Jesus) salva sua vida — e o prédio. Nasce ali, uma sintonia entre as mulheres.

É também no Rio que Malu reencontra a melhor amiga de infância, Lígia Soares (Fernanda Vasconcellos) e conhece Thereza Soares (Mel Lisboa), cunhada de Lígia. Após um convite para uma festa em alto mar, Malu rejeita, mas logo decide ir com o intuito de esquecer todos os perrengues que tem passado em tão poucos dias na cidade: descobre que seu marido a enganou a vida toda, manteve um caso extraconjugal e como se não bastasse, roubou todo o seu dinheiro.

De herança, Pedro deixa para Malu, um estabelecimento comercial onde o intuito era transformá-lo em restaurante. Tomada por um instinto musical, resolve abrir o local e fazer dele, uma espécie de bar musical, com o intuito de cantores e cantoras, mostrarem seus talentos e dotes musicais.

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Da esquerda para direita, as atrizes Fernanda Vasconcellos (Lígia), Maria Casadevall (Malu), Pathy de Jesus (Adélia) e Mel Lisboa (Thereza), protagonistas de “Coisa Mais Linda”, durante coletiva | Foto/Reprodução: Internet

Desenvolvimento

A trama é contada em apenas 7 episódios de 50 minutos, aproximadamente. E conforme a temporada avança, vemos uma Malu decidida, disposta a tomar as rédeas de sua vida, em suas mãos. Para isso, conta com a ajuda de Adélia na administração do bar.

É latente como mulheres eram tratadas naquela época e o casamento, de nada servia (e de nada ajudava). Com forte influência de empoderamento feminino da época, mulheres eram lideradas por impulsos e desejos de serem livres e ganharem seus espaços na sociedade.

Thereza é jornalista e uma das editoras da revista Ângela, um veículo voltado para mulheres. Gozado é que as colunistas, na verdade, eram homens usando nomes femininos para assinarem os textos. Para chegar ao cargo de editora-chefe da revista, ela passa por poucas e boas dentro da redação para manter seu nome, suas pautas e ideias para o andamento da revista.

Já Lígia, tem o sonho de ser uma cantora de sucesso, mas o seu casamento, a impede. Casamento esse, de fachada. Lígia é violentada física, moral e sexualmente por seu marido, Augusto (Gustavo Vaz) — as cenas são extremamente fortes.

Adélia é negra, mora no morro e trabalha como empregada doméstica. Sofre o racismo latente na pele e na vida, por ser mãe solteira e analfabeta, mas nada disso a impede de se impor como sócia de um estabelecimento comercial.

Com temas completamente atuais e relevantes para a sociedade, aborda tantos outros tão importantes quanto para a moldagem de caráter e também de comportamento e faz o espectador pensar na importância e relevância que a mulher possui em pleno século XXI.

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As atrizes Thayla Ayala (Helô) e Mel Lisboa (Thereza) em uma das cenas da série Coisa Mais Linda | Foto/Reprodução: Internet

Considerações finais

Lotada de representatividade e protagonismo feminino, a trama não enfada e prende o espectador até o último episódio. E tudo isso regado a Bossa Nova, bela fotografia, figurino impecável, roteiro leve e fácil, direção corretíssima e um elenco com atuação afiada pra ninguém botar defeito.

As subtramas se costuram com a trama principal até caminhar para os últimos minutos do último episódio, que vai te deixar sem fôlego e desejando que a segunda temporada chegue o quanto antes. Tem frescor, tem praia, tem vida carioca leve e despojada, tem humor, amor e romance.

Tem mulheres afiadas, empoderadas e protagonistas, donas de seus próprios destinos. Tem feminismo latente que prega a igualdade entre os sexos e o respeito pelo dito “sexo frágil”, que de frágil, não tem nada. Tem machismo e patriarcado latentes também, mostrando que desde os primórdios, o homem dá sua última palavra — ai, já foi, né? Isso é antigo e ultrapassado.

Coisa Mais Linda, de fato, faz jus ao título.

Nota do Thunder Wave
A série tem mulheres afiadas, empoderadas e protagonistas, donas de seus próprios destinos. Tem feminismo latente que prega a igualdade entre os sexos e o respeito pelo dito "sexo frágil", que de frágil, não tem nada. Coisa Mais Linda, de fato, faz jus ao título.

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