segunda-feira, 17, janeiro, 2022

Crítica (COM SPOILERS)| Homem-Aranha: Sem volta para casa

ATENÇÃO, ESSA CRÍTICA CONTA COM INÚMEROS SPOILERS DE HOMEM ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA.

Estreia hoje o longa mais aguardado do ano, e talvez da década, isso porque Homem-Aranha: Sem volta para casa carregava muitos mistérios e rumores, e esse tipo de movimento pode ser uma enorme ferramenta para os estúdios no marketing e divulgação, ao mesmo tempo que pode se tornar uma arma caso uma obra não cumpra com as expectativas criadas.

O longa fecha a primeira trilogia do cabeça de teia no universo Marvel dos cinemas, e assim como os dois antecessores é fruto de uma parceria entre o Marvel Studios e Sony, e carregava essa enorme responsabilidade, uma vez que além da expectativa o longa tinha a missão de retirar a má impressão que deixou a grande parte dos fãs em Homem-Aranha: Longe de casa.

E o novo filme do herói se passa exatamente a partir da última cena pós crédito do longa, o exato ponto onde

E o novo filme do herói se passa exatamente a partir da última cena pós crédito do longa, o exato ponto onde J.Jonah Jameson (JK. Simmons), revala que a pessoa por trás da máscara do herói é o jovem Peter Parker (Tom Holland), causando um enorme caos na vida do jovem.

As consequências disso, são muito bem exploradas no longa, e isso cria uma proximidade ainda maior com o protagonista, criando um Homem-Aranha mais humanizado, fazendo jus a fórmula que fez com que o personagem ganhasse um espaço no coração dos fãs desde a sua criação.

O longa entrega a essência do personagem que tanto fez falta em alguns momentos do MCU, tirando ele da sombra do Tony Stark e o transformando no Homem-Aranha que tem grandes poderes e grandes responsabilidades que conhecemos a décadas.

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/Sony

É nítido um amadurecimento do personagem como Peter e como Homem-Aranha, e isso se intensifica no novo longa, que trabalha muito bem os dramas do personagem, tirando a franquia e também o universo Marvel da sua zona de conforto, arriscando com cenas dramáticas mais pesadas que o habitual dos filmes da editora.

E o roteiro trabalha bem com as alternâncias de tom, entre uma brincadeira e um momento de tensão na trama, traduzindo para o espectador a exata sensação dos personagens em cena, e um exemplo disso é a cena que em meio a diversos vilões o sentido aranha se aguça, e por alguns instantes você esquece que está assistindo um filme e se sente o próprio Peter Parker.

Apesar de uma premissa e motivações simples e que poderiam ser resolvidas sem maiores impactos, o roteiro consegue se manter amarrado e mesmo os pequenos detalhes que não são tão consistentes no roteiro acabam sendo relevados quando colocados na balança de prós e contras, uma vez que o filme é uma grande homenagem para os fãs do personagem.

Além de utilizar artifícios excelentes para contar a história, o filme ainda possui uma enorme qualidade técnica nos efeitos aplicados nos personagens, principalmente nos vilões.

O grupo de antagonistas não pode ser considerado o sexteto sinistro (Ainda), pois de fato, há “apenas” os 5 vilões já mostrados nos materiais divulgados anteriormente: Duende verde (Willem Dafoe), Dr.Octopus (Alfred Molina), Homem-Areia (Thomas Haden Church), Electro (Jamie Foxx) e o Lagarto (Rhys Ifans).

E mesmo reprisando o papel depois de anos, o elenco de vilões foi um dos destaques do longa, fazendo com que o espectador viaje no tempo e se sinta como na primeira vez em que testemunhou a aparição dos vilões, em especial a diabólica atuação de Willem Dafoe, que foi o cabeça do grupo.

O Electro de Jamie Foxx conseguiu algo que anos atrás era inimaginável: Um redenção. O personagem que foi alvo das principais criticas negativas em O Espatecular Homem-Aranha 2 – A ameaça de Electro, onde o personagem que aparecia no título do filme e foi vendido como um grande vilão, no final não passava de um adulto carente, e agora ganha uma nova roupagem, ganancia e novas motivações se tornando um vilão mais a altura de um herói como o Homem-Aranha.

Existem outros heróis no longa ?

A partir daqui começam spoilers mais pesados, e a resposta da principal pergunta feita pelos fãs ao longo desse tempo de rumores e especulações, então é a sua última chance de fechar essa página sem tomar um spoiler maior.

Essa ansiedade criou uma atmosfera e expectativa em torno do longa em um nível igual, se não maior ao que foi criado nos dois últimos filmes dos Vingadores, e o que todos esperavam em fim se concretizou, finalmente tivemos os três Homens-Aranhas reunidos.

O retorno dos dois protagonistas poderia ser um enorme tiro no pé, tirando todo o peso do arco do aranha do Tom Holland, porém arquitetaram esse retorno minuciosamente, fazendo com que a experiência das duas primeiras versões do personagem, moldassem o protagonista do MCU.

A presença de ambos não funciona como puro fan service, são introduzidos de forma orgânica sendo fundamentais para a trama, além do enorme simbolismo por trás do encontro do trio.

O roteiro sabe explorar bem esse encontro, brincando com memes de cada franquia, criando uma excelente dinâmica entre os Peters e tornando canônico (ainda que em outro universo) tudo o que já conhecemos do Homem-Aranha no cinema.

Além de abrir esperanças para um eventual novo encontro multiversal no futuro, o longa também da pistas do futuro do MCU, como a introdução sutil e genial do Demolidor (Charlie Cox), e um espaço para uma eventual saga simbionte no caminho do cabeça de teia.

Outra grande expectativa dos fãs era em relação a uma participação do Venom (Tom Hardy), e muito disso se deve a pós crédito de Venom: Tempo de carnificina, porém o encontro foi adiado, e essa cena em si parece ter sido apenas uma jogada de Marketing da Sony para alavancar o filme do protetor letal, mas Homem-Aranha: Sem volta para casa mostrou que nunca é tarde para um encontro em personagens de diferentes universos nas telonas.

O longa possui 2 cenas pós créditos, porém nenhuma delas adiciona na narrativa do filme em si, mas sim para o futuro do MCU e do Homem-Aranha.

Nota do Thunder Wave
Homem-Aranha: Sem volta para a casa é a essência do que esperamos e queremos ver em uma história do Homem-Aranha, Jon Watts finalmente entendeu que em suas mãos ele tinha um grande poder, e com isso vem uma grande responsabilidade, e ele não nos decepcionou.

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