domingo, 14, agosto, 2022

Crítica | De Repente Drag

De Repente Drag explora de maneira divertida, sem se tornar caricata ou didática, o universo Drag e LGBTQI+.

Estreia hoje (4) o longa De Repente Drag de Rafaela Gonçalves, distribuído pela Elo Company, através do Selo Elas. O longa, que é um dos primeiros trabalhos de Rafaela, que além de ser a roteirista, também é a produtora e diretora, é uma aula a respeito de quem somos.

Sobre De Repente Drag

Cansado de ser a piada na emissora onde trabalha, o repórter Julião Siqueira decide que é hora de mudar. Ele encontra a drag queen Lohanny, envolvida em um caso de tráfico de pessoas. Julião vê no caso de Lohanny a oportunidade para sua mudança de cargo, mas precisará entrar no universo drag e aprender grandes lições.

Trailer de De Repente Drag

De Repente Drag vale a pena?

O mercado de filmes passa por uma grande mudança. Atualmente falar sobre LGBTQI+, pessoas negras, e ter mulheres fortes e com mais de meia dúzia de falas em uma obra, é uma realidade mais do que bem vinda. E De Repente Drag junta isso tudo ao lado das Drags.

De Repente Drag é um filme com um senso crítico interessante, pois ele não é didático, mas divertido, sem cair nos clichês onde as pessoas se tornam caricatas por serem quem elas são, conforme comentado na entrevista (no final da matéria) com Rafaela Gonçalves.

Dentro do que o longa promete, ele faz muito bem. É impossível não se divertir e rir com Julião e ver toda a mudança pelo qual ele passa para se tornar uma Drag. O melhor são as dúvidas que o personagem possui sobre pessoas bi e se para ser Drag é necessário “ser gay”.

Por sinal, o ator Ruan do Vale que faz Julião, um jornalista dos mais azarados, está muito bem e a vontade vivendo uma Drag. Seus momentos são muito bons e ele realmente rouba a cena ao lado das outras Drags. A história é bem sólida, com um outro problema de continuidade, mas nada que atrapalhe o desenvolvimento do filme.

Um dos pontos que De Repente Drag realmente merece mais do que um destaque, novamente, é conseguir criar uma história divertida, sem ser pastelão e muito menos em menosprezar as pessoas, algo muito comum na maioria das obras que colocam a comunidade LGBTQI+.

De Repente Drag é um filme que vale a pena sim, por ser alegre, com um elenco que está ciente de suas ações, por trazer questões que a maioria das obras nacionais ainda teme em discutir de forma séria e também por homenagear filmes antigos com o tema, como Quanto Mais Quente Melhor (1959) com Marilyn Monroe e Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar (1995) com Patrick Swayze e Wesley Snipes.

Entrevista com Rafaela Gonçalves de De Repente Drag

Nota do Thunder Wave
De Repente Drag explora de maneira divertida, sem se tornar caricata ou didática, o universo Drag e LGBTQI+.

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