sábado, 16, outubro, 2021

Crítica | Dear Evan Hansen

Mais uma produção que transforma um musical da Broadway em filme, Dear Evan Hansen estreia trazendo a história de um adolescente com ansiedade social que vê sua chance de ser reconhecido através do luto das pessoas.

Adaptado do musical homônino, a trama acompanha Evan Hansen (Ben Platt), um estudante que possui ansiedade social e como parte do sua terapia é indicado escrever cartas para si mesmo, como um apoio moral de que o dia será bom. Geralmente ignorado na escola, Hansen está escrevendo sua carta quando a mesma cai nas mãos do problemático Connor (Colton Ryan), que acaba levando o papel com ele após uma crise.

Quando Connor comete suícidio a carta é encontrada com ele, e sua mãe (Amy Adams), desesperada por uma conexão com o filho após o ocorrido, acredita que Evan e Connor eram grandes amigos e quer conhecer melhor o filho através dos olhos do amigo, que aproveita a chance para inventar a amizade imaginaria que sempre quis.

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É com essa premissa que Dear Evan Hansen aborda inúmeras questões psicológicas em diferentes fases da vida. Com o foco principal em adolescentes, a obra apresenta que nem sempre o sofrimento de quem está passando por algum transtorno é visto e, na maioria das vezes, as medidas tomadas para se livrar desse sofrimento são drásticas- prejudicando os outros e a si mesmo. Além de saúde mental, a trama aborda abuso de drogas, que resulta no suídicio de Connor, abandono paternal e as dificuldades de uma mãe (Juliane Moore) ao sustentar sozinha seu filho.

Longas adaptados de musicais possuem uma fama de não agradar ao público e, devido ao fracasso da bilheteria americana, Dear Evan Hansen possívelmente será mais um. O ocorrido não se dá à qualidade em si, visto que o filme repressenta muito bem a mensagem que quer passar, mas sim por cair no problema de comparação com a peça inicial, para quem teve a chance de ver, e não ter uma apresentação apelativa para o restante do público, que não está realmente familiarizado com musicais.

Crítica | Dear Evan Hansen 1
/Imagem: divulgação

As mudanças narrativas escolhidas para o longa funcionam muito bem, usando de críticas também às mídias sociais e aproveitando os recursos que não podem ser usados no teatro para amarrar os acontecimentos de uma maneira mais atual, enquanto apenas os momentos mais emotivos, dos quais os personagens possuem dificuldade em falar abertamente, viram musicas.

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A escolha do elenco é outro ponto positivo na obra, que usa atrizes renomadas como Adams e Moore para o reforço dramático, enquanto deixam a carga emocional e talento musical para os jovens, com destaque para Platt, ator do musical original que reforça que a escolha de manter o protagonista, mesmo com seus atuais 28 anos, foi muito bem acertada.

Dear Evan Hansen é uma linda obra que consegue passar a emoção e mensagem desejada, enquanto envolve com suas músicas. Sua adaptação pode sofrer algumas críticas negativas, entretanto, é um filme que funciona muito bem e certamente irá tocar os corações daqueles que possuem afinidade com assuntos relacionados à saúde mental.

Nota do Thunder Wave
Dear Evan Hansen é uma linda obra que consegue passar a emoção e mensagem desejada, enquanto envolve com suas músicas. Sua adaptação pode sofrer algumas críticas negativas, entretanto, é um filme que funciona muito bem e certamente irá tocar os corações daqueles que possuem afinidade com assuntos relacionados à saúde mental.

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