sábado, 5, dezembro, 2020
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Crítica | Disforia

Disforia – Estado de desconforto, tristeza ou mal-estar. Causas comuns deste sintoma: A disforia pode não ser causada por doenças subjacentes. Algumas causas comuns incluem alterações de humor, luto, dificuldades financeiras ou na vida pessoal ou profissional e resposta a notícias de tragédias na mídia.

O título escolhido pelo diretor Lucas Cassales, é perfeito para este thriller psicológico que instiga o público a pensar. O longa, para quem espera um filme de terror, será chato e enfadonho. Principalmente porque o gênero thriller sempre foi voltado para os problemas da mente.

Cassales consegue montar de início linhas do caminho que o longa deve seguir, com um psicólogo, Dário (Rafael Sieg), que é atormentado pelo seu passado. Estes tormentos que não foram tratados e parecem terem sido jogados em algum canto de sua mente, voltam a assombrá-lo quando inicia o tratamento da jovem Sofia (Isabella Lima).Sofia, que também logo no início do filme está na frente de um espelho a contemplar algo de seu interior e o mesmo se espatifa, assustando sua família.

Estas linhas após este encontro entre psicólogo e paciente, que parece trazer lembranças ou algo de sobrenatural para Dário, tornam-se novas linhas de um caminho que não fica muito claro ter sido trilhado ou que ainda será, o que acaba a partir de agora virando uma teia, ou o verdadeiro caos mental.

Crítica | Disforia 1
Disforia/Divulgação

O ator Rafael Sieg consegue demonstrar seus problemas de “disforia”, muito bem, ao ter reações físicas como os tremores. Cada detalhe físico, mental e até mesmo a melancolia de certos pontos da jornada de Dário pelos cenários gaúchos, são dicas e análises que o diretor entrega para o espectador, que não deve esperar por respostas, já que desde o início – caso não tenha percebido -, é o verdadeiro investigador ou invasor das mentes das personagens deste longa.

Um ponto interessante é a fotografia utilizada pelo filme, ao mostrar locais importantes da paisagem de Porto Alegre. Isto é positivo e ao mesmo tempo negativo da obra, pois aqueles que não conhecem estes cenários como o Beira Rio e até mesmo o parquinho de diversões da Redenção, entre outros, acabará se perdendo um pouco para voltar a entender os acontecimentos. Não porque seja ruim, mas porque propositalmente é uma jornada exterior de Dário e o espectador acabará por contemplar este “passeio”, mas depois poderá se sentir até um pouco perdido no que aconteceu, trazendo uma certa disforia.

Disforia é um filme difícil para aqueles que não querem entender seus próprios pensamentos e que fecham os olhos, colocando as mãos na frente e dizem “não, não”, a qualquer palavra que os faça refletir sobre seus problemas e traumas. E também se torna complicado analisar a obra caso não tenha algum tipo de empatia por um thiller psicológico, aguardando por soluções fáceis e o monstrinho de algum filme de terror do mês.

Nota do Thunder Wave
Disforia é um thriller psicológico para poucos, onde o espectador não deve esperar por respostas, mas sim sair do cinema e discutir os vários pontos com os amigos que transitaram na mente dos personagens da obra.

1 COMENTÁRIO

  1. Talvez seja um filme que foi dirigido como uma tela em branco para aqueles que interiorizam as suas frustrações e traumas! Vejo-o como uma sucessão de charadas sem respostas . Algo como um quebra cabeça dentro de um labirinto. Lamentavelmente, o seu enredo é enfadonho , repetitivo e sem criatividade. Diria que poderiam ter criado uma obra rica em detalhes e conexões com a paranormalidade e a espiritualidade, mas ele se perdeu pelo caminho da disforia…! Tristeza, mudismo, paralisia verbal , mental e física , foram constantes! A intenção de criar mistério invocando a inércia, o autismo e introspecção, empobreceu a obra mutilando o enredo. Diálogos, trilha musical, relações humanas, são inexistentes. Faltou-lhe um enredo rico em detalhes. Faltou-lhe profundidade na análise da mente e desajustamentos. Um filme assim proposto , exige que se faça um mergulho nas profundezas do ser. O roteirista , ficou somente na praia, sequer na superfície. Desculpe-me a sinceridade, mas o brasileiro tem condições de evoluir e criar obras fantásticas, como nos filmes europeus – é preciso valorizar os verdadeiros talentos espalhados pelo país…! Excuse-me.

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