quarta-feira, 10, agosto, 2022

Crítica | Elvis

Seguindo a onda de filmes que revivem a vida e carreira de grandes músicos, Elvis chega nos cinemas para encantar fãs e trazer admiração daqueles que (ainda) não o conhecem. Com direção e roteiro do australiano Baz Luhrmann, responsável também por grandes títulos como O Grande Gatsby e Moulin Rouge e as interpretações impecáveis de Austin Butler como Elvis, Tom Hanks como “Coronel” Tom Park e Olivia DeJonge como Priscilla Presley.

Crítica | Elvis 1
Austin Butler como Elvis x Elvis | Divulgação

A dedicação foi tanta que Austin Butler ficou 3 anos sem ver a família enquanto se aprofundava para interpretar o grande ídolo, trabalhando por um ano com professores de voz seis ou sete dias por semana. A paixão e entrega de Austin foi tanta que quando as gravações acabaram, ele precisou ser levado ao hospital e foi diagnosticado com um vírus que o deixou de cama por uma semana.

Nesse filme biográfico, temos a visão de Elvis através do seu empresário, o “Coronel” Tom Park. Como narrador dessa história e com foco na cena inicial, ele se ausenta da culpa pela morte do Elvis. A sua visão é totalmente enviesada, mas apesar disso, a história contada está muito próxima da realidade. Priscilla Presley, que hoje tem 76 anos, escreveu que “é uma história verdadeira contada de modo brilhante e criativo que apenas Baz, em sua maneira única, conseguiria fazer”.

Crítica | Elvis 2
Elvis e Priscilla em Elvis | Divulgação

O filme foca na construção da carreira do Rei do Rock, ascensão e queda, até chegar no seu ato final com sua morte aos 42 anos. Alguns pontos chamam a atenção na sua carreira, como a influência que a música negra teve em sua vida. Músicas como Hound Dog que foi interpretada por Big Mama Thornton e That’s All Right de Arthur “Big Boy” Crudup foram interpretadas por Elvis que chegou a ser conhecido como um cantor branco que “soava” como um negro.

A interpretação de Austin Butler e de Tom Hanks é um show em si. O Elvis de Austin é tão real que parece que realmente o Rei do Rock não morreu, os movimentos e a voz são tão parecidos que é como ver uma gravação antiga. Unchained Melody é o último ato, que conta com imagens da gravação do Elvis mescladas com a do filme e a diferença é tão sutil que é difícil perceber a transição entre elas. Tom Hanks também merece elogios pela sua interpretação, que arranca sentimentos profundos de quem está assistindo ao longa. Hanks chega a estar irreconhecível como o “Coronel”, afirmando o seu nome como um dos grandes atores, com uma genialidade e trabalho esplêndidos.

Crítica | Elvis 3
Austin Butler como Elvis | Divulgação

Elvis é um dos grandes filmes de 2022, com qualidade e cuidado com os detalhes que irá encantar a todos. Se tem um filme que merece ser visto no cinema, é Elvis que fará o público ser transportado para a plateia de um show do Rei do Rock e essa experiência é imperdível.

Elvis estreia em 13 de julho nos cinemas com distribuição da Warner Bros. Pictures.

Nota do Thunder Wave
Elvis tem um show de atuação de Austin Butler como Elvis e Tom Hanks como Tom Park, sendo uma homenagem a altura da carreira do Rei do Rock.

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