quinta-feira, 3, dezembro, 2020
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Crítica: Fuller House- 1ª Temporada

Have Mercy!

Encontrar alguém que não sentava na frente da televisão e se deliciava com Full House (conhecida no Brasil com “Três é Demais”) é muito raro, por isso acredito que basicamente toda a população comemorou quando a Netflix anunciou Fuller House, série derivada da tão saudosa Full House.

Assisti a temporada completa e posso resumir em apenas uma palavra: nostalgia. Ficou claro que investiram pesado em trazer a antiga série a tona, para isso usaram os atores, a premissa bem parecida e até mesmo flashbacks com cenas da antecessora.

Isso funcionou? Bom, sim, se você analisar que a proposta era exatamente essa, mas fica uma pequena sensação de que está faltando algo. É muito divertido ver todas as referências de Full House enquanto assiste aos episódios, vibrar a cada participação do elenco antigo e as tiradinhas com quem não aceitou participar (Alô, irmãs Olsen), mas, não chega a ser engraçada, ou passar a mesma mensagem da original.

Crítica: Fuller House- 1ª Temporada 1
Fuller House  | Imagem: Netflix

No primeiro episódio, o elenco inteiro se reúne (quase inteiro, já que as Olsen se dedicam agora ao mundo fashion e recusaram o convite), mas não por muito tempo, já que a maioria ou já mudou ou está mudando agora para formar carreira em outro lugar. A exceção é a recém viúva D.J Tanner (Candace Cameron Bure), que não sabe como fará para se reorganizar e cuidar dos seus filho, Jackson (Michael Campion), Max (Elias Harger) e Tommy( Dashiell  e Fox Messitt) sozinha. Logo, sua irmã Stephanie Tanner (Jodie Sweetin) e sua melhor amiga Kimmy Gibbler (Andrea Barber) resolvem se mudar para a casa (que o pai desistiu de vender, lógico) e ajudar D.J. Esse piloto começa exatamente como o piloto antecessor começou e tem quase o mesmo nome, logo, temos uma ideia de como será Fuller House.

Full House
Full House

E é assim mesmo que se mantém a temporada inteira, uma viagem no tempo. Começando da abertura, que é a mesma de Full House, a série tem em todos os episódios algo da antiga, cenas, referências ou participações especiais se mesclando com as novas aventuras do elenco agora adulto. As crianças aqui não funcionam tão bem como antigamente, talvez seja por estarmos acostumados a ver protagonistas mirins em séries, como por exemplo da Disney, e isso pode ter que quebrado um pouco o encanto.

Como disse anteriormente, é uma gostosa nostalgia que te leva a praticamente engolir essa primeira temporada em tempo recorde, porém fica a dúvida: quanto tempo Fuller House consegue sobreviver com o plot de uma série dos anos 90?

Há uma enorme repetição de roteiro, que revive muitas situações da antiga série. Mesmo estando bem mais a frente, os filhos de D.J constantemente passam pelos mesmos problemas que as crianças passaram nos anos 90, dando a chance de ter as famosas conversas e menções à acontecimentos antigos. Entretanto, Fuller House investe muito mais na comédia, diferente de Full House que, mesmo tendo muito alívio cômico, sempre pregava uma lição de moral em seus episódios (embalados por uma música emotiva para garantir que o público entenda que chegou a hora da mensagem bonita).

Tenho certeza que para os fãs só a oportunidade de ver a evolução dos pequenos de Full House e poder ver as antigas aventuras novamente já basta, mas há momentos em que de fato cansa, principalmente quando resolvem reviver os triângulos amorosos de D.J. O futuro da produção é incerto, já que não há garantias de que a nostalgia consiga prender a audiência, porém é maravilhoso ter a chance de praticamente rever a obra que marcou nossa infância.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Fuller House

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Nota do Thunder Wave
A série repete o enredo da sua antecessora, mas é uma boa nostalgia.

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