sexta-feira, 16, abril, 2021
InícioSériesCríticasCrítica | Hanna - 2ª temporada (2020)

Crítica | Hanna – 2ª temporada (2020)

Entre tiros, porrada e bombas, um novo mundo com novas identidades surge

Com o fim da primeira temporada traçando o fio condutor do segundo ano, Hanna (Esme Creed-Miles) se vê em volta de diversas tramas que circundam o seu nascimento como as experiências com crianças recém-nascidas, seu “sequestro” ainda bebê de uma instalação extremamente bem guardada na Romênia – por seu pai Erik Heller, vivido por Joel Kinnaman -, e um braço do governo americano disposta a encontrá-la de qualquer jeito, viva ou morta.

Leia | Crítica | Hanna – 1ª temporada (2019)

Essa segunda temporada vem numa pegada mais fúnebre e solitária, aspectos que se acentuam mais nesse segundo ano da produção e o mais curioso: Hanna não está sozinha, mas se sente assim. E é nesse desenvolvimento mais amplo que descobrimos uma equipe que tenta destruir o projeto que se pensava estar destruído: Ultrax.

Amelie Magazine: Hanna é renovada para terceira temporada no Amazon Prime
Clara e Hanna seguem juntas em busca de uma nova vida/ Reprodução Amazon Prime Vídeo

Nessa continuidade, Hanna tem uma visão mais ampla do mundo e tem como aliada e amiga, Clara (Yasmin Monet Prince), com quem ela cria um laço de forma quase que instantânea, auxiliando e complicando ainda mais a fuga das garras da Ultrax. O enredo da obra parece correr em linhas paralelas da história original ao ter passado muito tempo em subtramas que não são relevantes para a produção. Temos uma pegada meio “high school” brutal, com treinos de combate, de enganação e de guerra. É como “Charlie’s Angels“, porém, do lado negro da força, saca?

Com personagens que seguem cegamente ordens um tanto quanto doidas (talvez, até impossíveis) por parte daqueles que detém a verdade sobre suas origens, a trama parece muito atual no quesito brincar com o sentimento alheio. O mais bizarro é que a série mostra quando a incredibilidade se torna perceptível numa cena em que há uma manipulação envolvendo a morte e a real tristeza de uma das cadetes que, assim como Hanna, nasceu dentro das instalações da Ultrax. A mesma cadete se mostra outra no decorrer da série.

Brief Take on Twitter: "Interview: #HannaTV stars Áine Rose Daly and Gianna  Kiehl spoke with us about their physically (and emotionally) demanding  roles. https://t.co/bAoDaqlvE2… https://t.co/o6L50ewZLI"
Em meio a uma socialização enganosa e manipulável, as cadetes ganham novas identidades / Reprodução Amazon Prime Vídeo

O desenrolar da história se dá bem no final, nos últimos três episódios da temporada, quando as recrutas passam a realizar as missões a que são designadas. A direção da série trilha um caminho muito interessante ao ressaltar a beleza dos locais em que a gravação foi feita, como Inglaterra, Bélgica e Espanha. Nesse ponto, a produção acerta em cheio. Sente-se uma baixa na trilha sonora, não que não seja boa, mas deveria ter a mesma qualidade ou ser melhor do que a seleção da temporada anterior.

Um ponto que não é negativo nem positivo, mas que deixa a trama com um ar de “dúvida”, são as escolhas criativas isso em relação ao apresentar de forma detalhada a vida das cadetes e a forma como elas são moldadas, nesse regime de brutal enganação e elas sabem que tudo é fake, mas mesmo assim acreditam nessas mentiras como a cadete que sofre genuinamente com a morte de um parente que foi criado do nada, fruto de uma mentira que ela sabe a verdade.

E a dúvida gira em torno disso: a veracidade de meninas que nunca se importaram com ninguém, muito menos alguém por elas e a forma como esse universo de manipulação é desenvolvido, nos faz pensar no motivo da escolha do diretor de ir para esse caminho. Além disso, amigo vira inimigo e inimigo vira aliado, é um universo que trabalha bem os arcos de seus personagens.

Hanna: Showrunner fala sobre o papel da protagonista na 2ª temporada
Hanna em The Meadows, espécie de ‘high school’ brutal/ Reprodução Amazon Prime Vídeo

O “fantasma” de Heller se faz presente e segue rodeando os pensamentos e as escolhas morais da filha. Graças ao treinamento que teve com Erik desde pequena, Hanna se saí muito bem em combates que atravessam o seu caminho. A formação dela foi muito importante no seu crescimento e aqui vemos uma jovem preparada para enfrentar o que vier pela frente.

De forma clara, a segunda temporada entrega bem mais que a anterior e isso mostra o quanto ela desenvolve os arcos de alguns personagens, que chega a ser exagerado, um ou dois episódios dariam conta do recado, mas temos a sensação de que quase metade da trama foi usada para isso e é um ponto fraco. É visível a evolução das cadetes que deixam de se comportarem como “robôs” e passam a ter mais emoção e humanidade dentro delas, mesmo que maléficas.

Mesmo que exista uma distancia quantitativa do ponto de partida da primeira temporada, Hanna se mostra mais experiente, mais forte, mais decidida, mais corajosa, menos selvagem e abre um leque de possibilidades para uma terceira temporada ainda mais intensa e emocionante que as duas primeiras.

Nota do Thunder Wave
Tirando a repetição de elementos da primeira temporada ( Hanna e Clara vivem na floresta, Clara fala com estranhos e bumm, a Ultrax está na cola delas, muito tiro, porrada e gente morrendo a rodo), a segunda temporada busca desenvolver mais esse universo em que Hanna está inserida, mostrando sua coragem e determinação, mas além disso... que ela também sente medo, que é uma humana acima de qualquer projeto. Vale muito a pena assistir essa segunda temporada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui

Siga nossas redes sociais

6,919FãsCurtir
3,084SeguidoresSeguir
4,323SeguidoresSeguir

Cinderellas Esports | Elas dominam os games e revelam universo marcado...

0
A Cinderellas Esports foi coroada com o título de campeã do Torneio Valkirias, campeonato exclusivamente feminino realizado pelo PUBG MOBILE em parceria com o Projeto Valkirias. Com a vitória na final realizada na sexta-feira (12) de março, o time levou para casa o prêmio de R$ 20 mil. E para conhecer mais as vencedoras, preparamos uma entrevista de arrepiar qualquer player.

The Walking Dead | Cena de momento íntimo causa nojo nos...

0
Cena de momento íntimo entre Negan e Alpha causou reações negativas nos fãs de The Walking Dead. Veja.
Crítica | Hanna - 2ª temporada (2020) 7

Um adeus a Merlin

pt_BRPT_BR
Thunder Wave-Filmes, Séries, Quadrinhos, Livros e Games Thunder Wave