segunda-feira, 29, novembro, 2021

Crítica | Homem-Aranha no Aranhaverso

Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras variações do Homem-Aranha.

Por Caio Gaona

Se existe um filme que marcou a minha infância, esse é Homem Aranha de Sam Raimi.

Influenciado pela animação dos anos 90 o filme foi um marco na história do cinema mundial.

Após essa adaptação ainda tivemos outras duas versões, sendo “O Espetacular Homem Aranha” e “Marvel Homem Aranha”, onde o segundo é muito mais legal na minha preferência.

E depois do anuncio da Sony de uma animação com Miles Morales, as coisas tornaram-se muito mais interessantes, por se tratar de um protagonista negro e latino, o que em questão de representatividade é algo impar e além de tudo isso o personagem em si é muito carismático e com certeza vai agradar muita gente.

Vale destacar, para os que não conhecem os quadrinhos, que o personagem foi tão bem aceito pelos fãs, que é um dos poucos que sobraram do Universo Ultimate e fazem parte da “cronologia normal” das histórias do Cabeça de Teia.

O personagem é minunciosamente pensado, desde sua motivação a forma como é picado e seu encontro com Gween Stacy. A representação da frase “Com Grandes Poderes Vem…” a cor de seu uniforme e sua relação com Peter Parker, que neste filme tem uma versão “veterano de guerra” , divorciado, descrente e “pasmem”, egoísta.

A trama começa quando Wilson Fisk resolve criar um buraco de minhoca com seu novo equipamento para trazer de volta sua esposa e seu filho que faleceram em um passado não tão distante. Sendo assim o efeito desse acelerador de partículas traz Homens Aranhas de vários universos, mas que não aguentam permanecer por muito tempo na realidade de Miles e isso faz com que comece uma verdadeira corrida contra o tempo para que os Aranhas sejam mandados para seus respectivos universos e o equipamento desativado.

Em meio a isso observamos a jornada do herói de Miles Morales assim como seu amadurecimento.

Em questões técnicas o filme é um show a parte sendo uma das coisas mais bonitas que já vi em questão de animação.

A trilha sonora é bem bacana e com certeza esse filme é só o começo de uma nova franquia.

Uma grata surpresa e um deleite para os nossos olhos.

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