segunda-feira, 6, dezembro, 2021

Crítica | Jogador número 1

Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

E finalmente Jogador número 1 chega nas telas de cinema!

O livro praticamente nasceu como um clássico em 2011 e é uma celebração a cultura nerd pop, tanto de filmes, séries, músicas, quadrinhos, entre outros, da década de 70 e 80. Existem referências a tudo o que se possa imaginar.

Leia também: Resenha | Jogador número 1

Jogador número 1, não é apenas uma homenagem, é um Jogo de RPG, daqueles de mesa antigos onde o mestre passa vários desafios e os jogadores devem resolver os mistérios.
Aqui, a história inicia com a morte de Halliday, que deixa um grande mistério para que os Jogadores possam descobrir as 3 chaves e passarem de fase, até o momento final que receberão o grande prêmio, que é o próprio OASIS, criado pelo mesmo.

Durante esta aventura, dentro do OASIS, que é um universo virtual onde as pessoas praticamente vivem neste futuro distópico, elas terão que enfrentar não apenas os vilões, conhecidos pela empresa IOI, mas também a si mesmos.

O livro, assim como o filme, foi chamado de O Novo Matrix. Bem, esqueçam esta comparação pois um filme não tem nada a ver com o outro. Em Jogador número 1, as pessoas sabem onde estão e o que fazem. Não existe uma “conspiração” para manter uma Matrix.

Um dos pontos negativos do filme, é a falta de uma narração inicial para situar o espectador sobre esta nova sociedade de um futuro próximo, onde o trabalho, comida, a própria vida, é mais do quem problema. Esta sociedade é mais depressiva e é um dos motivos pelo qual as pessoas vivem no OASIS, para poderem ser outra pessoa que tanto anseiam. Ali dentro, o Jogador pode ser qualquer um, desde um grande herói, alienígena, até mesmo um estudante ou trabalhador, já que as grande empresas veem o OASIS como uma oportunidade de negócios.
E isto faltou no filme. Este ponto para deixar o espectador com uma melhor imersão com esta sociedade e se encantar mais com os personagens.

De qualquer forma, Jogador número 1 é um ótimo filme! Uma excelente adaptação de um livro e até mesmo de games.

E que subam as cortinas! Até a próxima!

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