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Crítica | Júpiter

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Juntando vários elementos interessantes, Júpiter é o novo longa nacional da HBO Max que estreia dia 21 de janeiro na plataforma.

A trama segue Júpiter (Rafael Vitti), um jovem que mora com sua madrinha após a morte de sua mãe. Quando ela consegue uma bolsa na Suiça, o garoto precisa começar a morar com seu pai, que não sabia da existência dele até o momento. O pai é Mario (Orã Figueiredo), um detetive particular de cerca de 50 anos, especializado em flagrantes de adultério. Após uma perseguição – onde ele foge de um marido adúltero – sofre um infarto e é logo após esse incidente que Júpiter entra em sua vida.

Jupiter/HBO

Não é só a vida deles que está prestes a mudar, Mario é casado com Teresa (Guta Stresser) há 25 anos, e Júpiter é fruto de uma relação extraconjugal, o que complica ainda mais a vida do detetive. Uma relação conturbada entre os dois se inicia, baseada no conflito de gerações e na estranheza da súbita paternidade. Mario tenta introduzir Júpiter no mundo maravilhoso da investigação, mas o garoto é absolutamente inepto para a função. Depois de algumas desventuras e frustrações, descobre que ele tem outro talento: o xadrez, que aprendeu jogando pela internet. Júpiter é um jogador incrível, e Mario percebe que através do filho pode ter a chance de, pela primeira vez, fazer parte de algo importante na vida.

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Com roteiro e direção de Marco Abujamra, o filme mostra todos esses acontecimentos de maneira corrida, mas repleta de detalhes. O roteiro usa de vários elementos diferentes para criar essa história, todos se cruzando no final.

Jupiter/HBO

É quando a tarefa de babá de adolescente enxadrista mostra-se bastante ingrata, e Mario se vê numa situação inusitada em que é obrigado a levar, em sua van, a equipe carioca de xadrez para um torneio em Juiz de Fora que a trama atinge seu ponto mais forte. Nesse momento a relação entre pai e filho, até então apenas mostrando o traço egoísta de Mario sem saber lidar com outros seres além de si mesmo, cria uma personalidade única com Júpiter finalmente criando sua individualidade e começando a querer seguir seus próprios caminhos.

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Júpiter é um longa diferente das produções geralmente vistas no Brasil e por isso pode soar estranha para alguns espectadores. Com uma proposta contidiada, o filme mostra uma história bem simples, mas com detalhes intrigantes. É uma proposta com pouca ação e relacionamentos intimistas que podem soar simples, e talvez a graça esteja exatamente na simplicidade da obra.

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