sexta-feira, 18, junho, 2021
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Crítica | Lupin

Omar Sy com seu ladrão esperto rouba a audiência de Bridgertons e O Gambito da Rainha já no início de janeiro

Recém chegada ao catalogo da Netflix, a trama francesa estrelada pelo ator Omar Sy (Intocáveis) já chegou conseguindo uma façanha que poucos conquistam: dominar o primeiro lugar de séries mais assistidas da streaming. A produção lançada na Netflix em 8 de janeiro, já foi assistida por 70 milhões de assinantes no mundo todo e com esse número, a produção francesa supera os dados divulgados recentemente de Bridgerton, vista por 63 milhões, e O Gambito da Rainha, série mais vista até agora da plataforma, com 62 milhões de visualizações. Os dados são do site Deadline.
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Omar Sy é Assane Diop em Lupin / Reprodução Netflix

A trama conta a história de Assane Diop, personagem de Omar Sy, um ladrão profissional que busca vingar a morte de seu pai acusado injustamente. Assane é um grande fã de Arsène Lupin, um ícone da literatura francesa muito famoso por seus disfarces e Assane se inspira, reproduzindo muitas de suas técnicas se tornando um grande metre do disfarce assim como o personagem da obra escrita por Maurice Leblanc no começo do século XX.

A série é divertida, tem uma pegada “Truque de Mestre”, uma pitada de “La Casa de Papel”, porém, muito mais irreverente que as citadas anteriormente. Um dos pontos positivos da obra é que foi criado um personagem que se inspira no Arsène Lupin ao invés de simplesmente refazer o Lupin. Genial! E a construção do Lupin de Assane é semelhante ao desenvolvimento do Sherlock de Benedict Cumberbatch, que é mais verosímil e menos caricaturesco.

O carisma de Omar Sy faz toda a diferença na série. Por mais que o que ele faça seja moralmente errado e inaceitável, gostamos e torcemos pelo personagem e isso faz com que a gente fique desesperado a cada virada de situação que ele se mete. A atuação dele é parfait. Ele tem um jeito muito único de atuar e de prender a atenção do telespectador, é como se o personagem tivesse sido criado exatamente pra ele.

O personagem Assane tem o seu passado contado por meio de flashbacks que nos revelam que ele foi criado pelo pai até os 14 anos de idade. Seu pai era o funcionário da família Pellegrini e acusado por eles de ter roubado um item valioso que pertenceu a Rainha Maria Antonieta. Por conta dessa acusação e de outras armações vindas de seu patrão, o pai de Assane se suicidou na cadeia. No entanto, deixou pistas para que o filho solucionasse esse crime e fizesse justiça a morte do pai. Após 25 anos, o item que supostamente foi encontrado, é leiloado e acaba sendo roubado novamente e é a partir daí que Assane assume.

A produção tem tempero, é repleta de cenas de ação, cheia de paisagens francesas lindas e com muitas reviravoltas. Tem um ritmo rápido, porém, bem montada, bem roteirizada, bem dirigida, com atuações bem legais e personagens com seus arcos bem desenvolvidos. Vemos aqui uma série bem estruturada, com uma base simples e que não entrega mais do mesmo, entrega além e surpreende. A trilha sonora combina com o tom que a trama tem e os efeitos são bem pertinentes para a narrativa. Criada por George Kay com colaboração de François Uzan, os roteiros da produção da Netflix propõem uma adaptação moderna da obra de Maurice LeBlanc, que criou o personagem Lupin em 1905.

O ponto reflexivo é exatamente mostrar como uma injustiça pode impactar a vida de uma pessoa. De forma sutil, mas presente, a trama aborda laços familiares, lealdade, escolhas, de certa forma, preconceitos que enfrentamos ao longo da vida como racismo, machismo, questões como a verdade, a mentira, a corrupção e o papel da justiça. Assuntos importantes discutidos de forma natural fazem toda a diferença no desenvolvimento da trama.

A 1ª temporada de Lupin foi dividida em duas partes. Sendo assim, apenas cinco episódios foram lançados até agora. Como todos eles possuem uma atmosfera eletrizante, o sucesso pode ser justificado pela curiosidade aguçada entre o público. Lembrando que no site Rotten Tomatoes, que avalia as impressões de seus usuários e críticos, a série Lupin tem 93% de aprovação. E o astro de Lupin, agradeceu:

Crítica | Lupin 1
No Twitter, Omar Sy agradeceu pelo sucesso de “Lupin”: “70 milhões, isso é loucura! Muito orgulhoso que ‘Lupin’ é a primeira série francesa original da Netflix a fazer tanto sucesso internacionalmente! Isso não teria sido possível sem vocês!”.

Se terá uma segunda temporada, ainda nada divulgado. Mas podemos deduzir que os cinco episódios disponíveis na Netflix formam uma espécie de “parte 1” da série, com pontas soltas para, possivelmente, outros cinco capítulos. Entendemos que podemos esperar uma nova remessa de aventuras de Assane Diop no decorrer de 2021.

Nota do Thunder Wave
Omar Sy na pele de Assane/ Lupin faz toda a diferença com seu charme e boa atuação. É uma série divertida, bem construída e se distancia das demais de mesmo gênero. É um "Sherlock Holmes" às avessas. Lupin já pode ser considerada um grande sucesso de 2021.

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