Quem estava ansioso pela estréia de Malévola: Dona do Mal, já pode correr para os
cinemas e aproveitar o retorno da vilã mais icônica da Disney.

Cinco após os acontecimentos do primeiro filme, a história conta como Aurora (Elle Fanning) segue liderando o reino dos Moors na floresta. Porém, é surpreendida quando é pedida em casamento pelo príncipe Philip (Harris Dickinson) que traria a união entre os Moors e Ulstead, reino dos humanos. Mas, Malévola (Angelina Jolie) não aceita a novidade e devido ao seu afeto por Aurora, precisará testar seus limites quando acaba
antagonizando a Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer), mãe de Philip e que esconde seu
lado obscuro e ameaça colocar em colapso a paz entre os reinos.

-> Veja também: Crítica | Malévola

Quem gostou do primeiro filme, não se decepcionará com a continuação. De certo
modo, vale a pena o ingresso. O longa busca colocar em prova as relações familiares e
propor união entre os reinos. Infelizmente, o roteiro não traz nada de novo e peca pelo
fato de diminuir a personagem-título a piadinhas que deixam em evidência sua desconexão com o mundo real em relação à família do príncipe. Se compararmos com o antecessor, a sequência deixa a desejar.

Malévola: Dona do Mal | Imagem: Disney

Por outro lado, a atuação de Angelina Jolie dribla com maestria os problemas que
acompanha o roteiro. Chiwetel Ejiofor, com um papel limitado, também consegue fazer
com que o público nutra um certo carinho pelo personagem. Além disso, Michelle
Pfeiffer como vilã acabou surpreendendo em toda cena em que aparecia mesmo numa
construção confusa. Os efeitos especiais são muito bons, mas não sustentam sozinho o
filme. Ao passo que vemos belos cenários, somos expostos a criaturas que não agregam
e não tem sentido algum na narrativa. O diretor Joachim Ronning tenta nos
impressionar, mas falha ao entregar uma narrativa com uma história pouco explorada.

-> Veja também:Malévola | Relembre o filme antes de assistir à Malévola: Dona do Mal

O tema central do filme gira em torno de Malévola não aceitar o crescimento de Aurora,
ela já não é mais uma menininha e esta se tornando uma mulher. É um ponto que
deveria ser mais explorado, porém não foi. De fato, Maleficent (2014) abriu as portas para
os live-actions, (lembrando que tivemos em 2010 o longa Alice no País das Maravilhas
que foi o ponta pé inicial), e consagrou a anti-heroína como uma das mais rentáveis
personagens dos estúdios Disney. O primeiro longa entrega bem a proposta, salva as
devidas proporções de um roteiro também com certos problemas. Mas você que é fã
certamente gostará da continuação, afinal de contas é um filme para toda a família
assistir.

Ainda assim, é uma produção que trata das relações familiares e de certa forma, meio porca, retrata o crescimento, a passagem da adolescência para a vida adulta que muitos de nós não encaramos com tanta naturalidade. Malévola é desafiada a encarar isso da melhor forma possível e mais uma vez terá que provar o seu amor não apenas por Aurora, mas por seu povo. Por esses pontos, compensa assistir ao longa, sem esperar muitas novidades.

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