sexta-feira, 24, setembro, 2021

Crítica | Maligno

Maligno é o novo filme de James Wan, responsável por grandes títulos do cinema como Jogos Mortais, Sobrenatural e Invocação do Mal, por isso é um dos títulos mais aguardados deste ano. Inspirado no estilo dos filmes dos anos 80 e 90 de serial-killers que seguem a perspectiva da vítima ou do assassino, o desejo de Wan de retomar algo que era popular é o ponto inicial que fez com que Maligno existisse. 

O que acontece na mente humana ainda é um grande mistério para cientistas e especialistas, alguns fenômenos ainda não podem ser explicados pela ciência atual, Maligno explora um lado exagerado e fantasioso sobre esses pontos. Madison (Annabelle Wallis) passa a ter visões após sofrer uma contusão na cabeça causada em mais um episódio de violência doméstica envolvendo seu marido, sem conseguir explicar como e por quê está vendo essas pessoas serem assassinadas, recorre à ajuda da irmã mais nova. 

Crítica | Maligno 1
Maligno / Warner Bros.

A primeira sequência de cenas do filme proporciona um bom começo com tudo o que se espera do gênero: sangue, mortes, fenômenos sobrenaturais e um mistério a ser desvendado. Para os mais atentos, esse trecho inicial é o que entrega parte do enredo, onde está a chave para solucionar boa parte dos questionamentos levantados no longa. 

Embora seja um filme focado no terror e suspense, no final, Maligno é simplesmente uma história que conta sobre a relação de duas irmãs, Madison e Sydney (Maddie Hasson), como o laço de amor pode ser mais forte do que aqueles que são consanguíneos. A persistência de Sydney é que faz a diferença, quem vai atrás de saber do passado de Madison e que, principalmente não desiste em nenhum momento de ter de volta a irmã mais velha, mesmo que isso possa colocar em risco a sua vida, que seja perigoso ou que precise enfrentar o próprio medo para que possa salvar a irmã. 

A atuação de Annabelle é um dos pontos fortes do longa, conseguindo retratar emoções extremas sem cair na caricatura usual, sua atuação é crível e consistente. Como uma típica produção do gênero, Maligno conta com cenas de violência explícitas, cheias de sangue, alguns Jump scare. A trilha sonora se destaca, ajudando a construir um clima de suspense e apreensão, sem parecer invasivo nas cenas, na medida certa. 

Apesar de vários ponto fortes, Maligno tem diversos baixos, a história não é totalmente convincente e mesmo sem buracos aparentes, deixa a desejar por algo a mais. James Wan tenta sair do assombrado e acaba em um meio termo entre o que poderia real e fantasioso, é um enredo que poderia ser melhor aproveitado e abordado, mas que acaba por ficar no mais do mesmo. 

Nota do Thunder Wave
otalmente convincente e mesmo sem buracos aparentes, deixa a desejar por algo a mais.

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