Há exatos 10 anos estreava nos cinemas Mamma Mia, que viria a se tornar um clássico dos musicais. Cativante e com um elenco de peso, o filme conquistou uma legião de fãs e é comentado até hoje.

Mesmo tendo um final bem fechado, a obra acabou ganhando um retorno, que foca em explicar o passado de Donna (interpretada por Meryl Streep na versão original). A trama mostra Sophie (Amanda Seyfried) cinco anos após os acontecimentos do primeiro filme, tentando deixar a falecida mãe orgulhosa de seu trabalho no hotel e planejando uma enorme reinauguração. Enquanto isso, o roteiro nos leva também ao passado, mostrando como a jovem Donna (Lily James) conheceu os três possíveis pais de sua filha e conseguiu seu hotel.

Representar uma versão mais nova daquele elenco de peso apresentado no primeiro longa não é uma missão fácil, mas o jovem elenco segura bem as pontas e, mesmo que não cheguem ao nível dos antecessores, conseguem dar conta do recado. Lily James é o maior destaque, visto que entrega uma Donna bem fiel, livre e divertida em plenos anos 70, carregando todas as cenas da época nas costas. Seus companheiros, mesmo não tendo tanto destaque, convencem como os conhecidos personagens, impressionando principalmente na maneira de falar, onde se igualam aos veteranos atores.

Mamma Mia Lá Vamos Nós de Novo | Imagem: Universal Pictures

O roteiro consegue ser satisfatório nessa continuação, visto que trabalha com uma trama que nem se imaginava ter continuação e explica a fundo o passado de uma personagem que não foi muito explicado anteriormente. Entretanto, Ol Parker acaba cometendo algumas incoerências um pouco gritantes, principalmente aos atenciosos olhares dos fãs do primeiro filme. Como por exemplo, Donna conhecer primeiro Harry (Hugh Skinner), sendo que em seu diário Sam (Jeremy Irvine) aparece antes. Ou o fato de Harry ser deixado com seu violão, quando em Mamma Mia é mostrado que Donna o guardou. E até mesmo a falta de lógica em Rosie (Alexa Davies) e Tanya (Jessica Keenan Wynn) já conhecerem a história de Donna e os três rapazes, quando no primeiro longa reclamam dela nunca ter contado nada.

Os números musicais são mais grandiosos, o que significa nem que são melhores, nem que são piores. A impressão que passam é que, sabendo que essa continuação não conseguiria superar o sucesso e as performances do elenco original, era necessário algo mais chamativo e é exatamente isso que Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo entrega. O grande destaque são as transições da câmera, que tanto quando vão passar do presente ao passado, quanto em meio a coreografias, mostra um belíssimo resultado.

Claro, não podemos deixar de falar da apresentação de Cher, que mesmo tendo um papel dispensável para a trama, agrada ao público apenas por ser a Cher. Da mesma maneira, Andy Garcia aparece apenas para dar a chance para a diva ter seu momento. Seu papel fica bem claro nessa história, porém a oportunidade de ver uma performance de Cher torna tudo isso irrelevante.

Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo é ensolarado e emocionante. Mesmo com alguns erros, é uma linda obra e é notável o trabalho feito para tentar se igualar com seu antecessor. Com um enredo convincente, boas atuações e muita nostalgia, o musical certamente irá conquistar o público.

Veredito
Nota do Thunder Wave
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