sexta-feira, 3, dezembro, 2021

Crítica | Maze Runner: A Cura Mortal

No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.
Maze Runner chega ao seu final. E fecha também uma sequência de filmes do gênero juvenil de futuros distópicos. Não teve o mesmo sucesso e trouxe uma legião de fãs como Jogos Vorazes e talvez durante os anos nem seja mais lembrado.
Mesmo assim, Maze Runner: A Cura Mortal é um bom filme.
Ele já começa com muita adrenalina, colocando Thomas, Newt, Caçarola e seus novos amigos, realizando um resgate em um trem em movimento, recebendo muitos tiros e deixando o espectador com o coração na boca.
E isto não falta durante todo a trama. Somos praticamente sugados para a história, dentro deste mundo caótico criado por Wes Ball. O que torna esta franquia diferente das outras, onde o que prevalece são tiros e mais tiros, explosões e personagens que saem com seus rostos e roupas intactos, é que em Maze Runner o principal, são as soluções de enigmas e o uso da inteligência de Thomas.
Neste terceiro longa não temos nenhuma surpresa ou reviravolta. O que acontece na tela, é aquilo mesmo que está lá e não dá para se esperar mais. Parece que os produtores resolveram fechar o arco as pressas devido ao atraso de quase um ano, pós acidente nas filmagens que quase vitimou Dylan.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=xAzLgg7zkGI?feature=oembed]
Maze Runner: A Cura Mortal está cheio de clichês, com uma Theresa que praticamente veio sumindo nos últimos filmes e Aidan Gillen, o Mindinho de Game of Thrones que não soube ser o vilão que a série precisava.
Outro ponto negativo ficam para os adultos. Giancarlo Esposito, o Jorge, é um dos melhores atores e diretores da atualidade, e praticamente é um personagem nas telas que fica em terceiro plano. Mas isso é um problema destas franquias de futuro distópico com adolescentes, onde estes resolvem todos os problemas, em um mundo onde os adultos são os vilões e os que são mocinhos praticamente perderam a esperança, deixando para os jovens a luta pelo futuro.
Mas isso não estraga Maze Runner: A Cura Mortal. Ele fecha muito bem a história que começou na clareira. Traz personagens mais fortes e que o público irá sem dúvida alguma se envolver.
E que subam as cortinas! Até a próxima!!

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