quinta-feira, 3, dezembro, 2020
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Crítica: Mindhunter- 1ª Temporada

Baseada no livro homônimo de John Douglas e Mark Olshaker, chega à Netflix a série Mindhunter. Narrando a vida do próprio John Douglas, aqui chamado de Holden Ford, a obra mostra sua experiência como consultor do FBI, que usava seus conhecimentos para traçar perfis que ajudavam na captura de serial Killers.

É sempre interessante ver algo que analisa a mente de serial killers e, sem dúvidas, esse é o maior atrativo de Mindhunter. Tanto a série quando a obra original, que se trata de uma biografia, usam casos reais investigados por Douglas e isso torna tudo ainda mais interessante.

Na trama, Holden Ford (Jonathan Groff) é um promissor agente do FBI que trabalha como negociador de reféns e está começando a se especializar na investigação da mente dos criminosos. A temporada acompanha seu desenvolvimento profissional e pessoal, enquanto mostra alguns dos casos reais que são relatados na obra original.

Crítica: Mindhunter- 1ª Temporada 1
Mindhunter | Imagem: Netfllix

Certamente o grande diferencial da produção é a falta de violência explícita. Mesmo se tratando de crimes visualmente chocantes, Mindhunter não mostra nada disso e relata os acontecimentos pesados apenas usando palavras e momentos mais obscuros.

David Fincher acertou nessa escolha, com uma ambientação mais escura e uma incrível sutileza nos relatos, a série consegue de fato se focar na mente dos assassinos. Entretanto, o que Fincher acerta nesse sentido não se estende em relação à construção do personagem principal. É compreensível que Ford cometa erros por estar no começo de sua carreira, porém o detetive tem uma inocência e uma insegurança que se tornam injustificáveis ao decorrer dos episódios, quando a carreira de Ford avança, mas sua personalidade não amadurece.

Fica claro que Mindhunter tenta tirar o foco do elenco masculino e essa é uma tentativa nobre, mas é exatamente o que atrapalha o protagonista. Enquanto os relatos do livro se passam em uma época em que mal existiam mulheres na polícia, a série insere duas mentes fortes na trama: Wendy (Anna Torv) e Debbie (Hannah Gross). As duas são muito bem encaixadas, com ênfase para Wendy, que se mostra uma personagem forte, decidida e bem resolvida profissionalmente, com interessantes pontos em sua vida pessoal. Já Debbie acaba batendo de frente com Ford, visto que ele constantemente precisa da ajuda dela em seus casos e é tão ofuscado por sua inteligência, que acaba sendo quase absurdo alguém tão inocente conseguir entender a mente de um serial killer.

Crítica: Mindhunter- 1ª Temporada 2
Anna Torv em Mindhunter | Imagem: Netflix

Há um elemento muito controverso na série, que possui uma grande fé em seu futuro e por isso acaba deixando muita coisa a ser resolvida. Cheia de detalhes aparentemente irrelevantes no momento, mas que futuramente poderão se mostrar importantes, a obra cai no problema de ter um futuro promissor, porém não agradar tanto em sua primeira temporada por deixar algumas subtramas não resolvidas. Um bom exemplo é o assassino que aparece no início de todos os episódio, apenas mostrando um pouco do cotidiano dele. Nada é dito sobre a importância desse personagem, que não é desenvolvido nem aproveitado nessa temporada, servindo apenas para aguçar a curiosidade, porém sendo facilmente esquecido ao longo do episódio.

Em sua primeira temporada, Mindhunter possui altos e baixos. Com uma narrativa mais parada e uma execução diferenciada, a série agrada em alguns aspectos, enquanto desagrada em outros. É uma produção que até compensa seu tempo, mas é aconselhável ver com calma e provavelmente irá agradar se for saboreado cada detalhe das tramas dos assassinatos.

Nota do Thunder Wave
Com altos e baixos, a primeira temporada de Mindhunter até consegue agradar, se for assistida com paciência e saboreando todos os detalhes dos casos narrados.

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