quinta-feira, 11, agosto, 2022

Crítica | Minions 2: A Origem de Gru

Minions 2: A Origem de Gru, atinge os seus objetivos, e não tenta reinventar a roda. O que parece ter funcionado, uma vez que a recepção à aventura infantilestá sendo ótima, tanto no Brasil quanto nos EUA.

E a franquia Meu Malvado Favorito chegou ao seu quinto filme, desta vez apostando no passado de Gru e seus adoráveis serviçais amarelos. O longa traz praticamente uma história de origem, apresentando a infância de Gru e seus primeiros passos na direção da vilania. Havia alguma dúvida sobre o potencial do filme, principalmente após a fria recepção do ótimo Lightyear, da Pixar, por parte do público. Será que o trabalho do diretor Kyle Balda, colocando uma vez mais os minions sob os holofotes, tem chances de ser melhor sucedido na conquista do seu público-alvo?

A trama se passa nos anos 70, ainda na infância de Gru. O garoto já possui a ambição de se tornar um supervilão, e também já tem os minions como auxiliares. Eles o ajudam a construir o seu primeiro esconderijo, a testar suas primeiras armas e a realizar as suas primeiras vilanias. Quando surge a oportunidade de participar de uma seletiva para se juntar ao Sexteto Sinistro, grupo de vilões do qual é fã, substituindo justamente Willy Kobra, seu maior ídolo, o garoto se empolga com a oportunidade. Contudo, ele não é aprovado e, para provar que pode ser tão malvado quanto eles, acaba por roubar um poderoso artefato, o que o coloca na mira dessa perigosa equipe.

Como deve ser óbvio para todos, o principal objetivo do filme é a diversão, e isso ele entrega bastante. O longa é carregado de piadas visuais cheias de referências às produções dos anos 70, desde a abertura parodiando os filmes de 007, passando pelo misticismo oriental (com direito a amuletos roubados de templos, Chinatown e o ano novo chinês) típico da época, o aprendizado com uma mestra de kung fu reclusa (culminando, inclusive, com os famigerados macacões amarelos, popularizados por Bruce Lee e relembrados por Quentin Tarantino em Kill Bill), a viagem através do meio-oeste americano em uma moto Harley Davidson, e culminando no design dos personagens e na trilha sonora, há referências em profusão à época em que a trama se passa.

A dublagem brasileira está impecável, com a voz de Leandro Hassum bem modulada para parecer um Gru mais juvenil (na dublagem original interpretado por Steve Carell). Um aspecto, contudo, que pode ter sido mal aproveitado na dublagem original, está no fato de termos grandes estrelas (como Jean-Claude Van Damme, Dolph Lundgren, Danny Trejo e Lucy Lawless) dando vozes a personagens praticamente sem falas.

Algumas traduções, contudo, podem ser um pouco incômodas para quem domina a língua inglesa (o que não inclui a maioria do público-alvo), como chamar o grupo vilanesco Vicious 6 de Sexteto Sinistro (tornando-os homônimos de um grupo de inimigos do Homem-Aranha). Além disso, alguns trocadilhos também se perdem na tradução (como o do nome da Irmã Chako, Nun Chako no original), mas há pouco a ser feito nesses casos.

A trama é simples e rápida, como apropriado ao público infantil. Kyle Balda nitidamente tenta entregar uma história que pode ser prontamente digerida, devidamente enriquecida com muita diversão e piadas, sem se preocupar em amarrar todos os pontos, o que é desnecessário para o objetivo do longa. Os personagens Kevin, Stuart, Bob e Otto mantém o teor adorável esperado dos minions e divertem na medida certa. Mas Gru é, definitivamente, o personagem principal.

No final, Minions 2: A Origem de Gru, atinge os seus objetivos, e não tenta reinventar a roda. O que parece ter funcionado, uma vez que a recepção à aventura infantilestá sendo ótima, tanto no Brasil quanto nos EUA. O filme está em cartaz em todo o Brasil.

Por: Wallace William

Nota do Thunder Wave
Minions 2: A Origem de Gru, atinge os seus objetivos, e não tenta reinventar a roda. O que parece ter funcionado, uma vez que a recepção à aventura infantilestá sendo ótima, tanto no Brasil quanto nos EUA.
Escrito PorWallace William

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