Crítica | Na Sua Casa Ou Na Minha?

É uma comédia romântica frustrante que desperdiça o talento de Witherspoon e Kutcher

O recém lançado da Netflix, Na Sua Casa ou na Minha?, começa ambientado no ano de 2003. Aliás, o longa dá pistas de que vai ser mais um exemplar do gênero que se popularizou naquela época com Legalmente Loira 1 e 2 protagonizados por Reese Witherspoon. Por falar na atriz que vem mudando a indústria cinematográfica, ela é a protagonista ao lado de Ashton Kutcher no longa que atraiu muitos olhares e críticas negativas.

A produção marca a estreia na direção de longas-metragens da roteirista de longa data Aline Brosh McKenna, que especializou-se no estilo e escreveu o aclamado O Diabo Veste Prada. No entanto, o resultado não parece tão bom quanto a obra de 2008 protagonizada por Anne Hathaway. O enredo é enfadonho, os personagens não tem arcos bem desenvolvidos e os diálogos são ruins.

A dupla dá vida a Debbie e Peter que transaram uma vez e depois decidiram ser só amigos e sabemos disso porque eles não param de esfregar nas nossas caras que são melhores amigos. Porém, até aí tem um problema, pois as interações entre eles nunca sugerem conforto na relação ou um vínculo mais profundo. Como aquele hábito bizarro de ficarem se perguntando se confiam um no outro. Não faz sentido. Essa falta de harmonia fica mais gritante pela distância física que os separa.

Crítica | Na Sua Casa Ou Na Minha? 1
Uma das personagens mais carismáticas, foi subaproveitada / Reprodução Netflix

Vemos em tela um filme que se diz uma comédia romântica que espera relembrar a época de ouro do gênero, mas peca por ser superficial e de ser um desperdício de talentos. Já vimos do que a sua realizadora e seus protagonistas são capazes de fazer. O papel de Witherspoon a deixa presa no estereótipo de mãe solo neurótica que não consegue se desapegar do filho, além de ter que escolher coisas das quais não gosta por questões práticas. Sem contar que ela precisa ralar para dar todo o suporte que o filho necessita.

Já o personagem de Kutcher é um homem que não consegue manter seus relacionamentos, mas é bem sucedido e pode trocar de carro como quem troca de roupa. Por que raios desenvolveram esses personagens assim? Como uma amizade de 20 e poucos anos vai se tornar um relacionamento? Eles só se falavam por telefone e vídeo, mal se viam. Como? É claro que isso pode acontecer, mas precisava de um desenvolvimento mais plausível, certo? Outro detalhe estarrecedor é o fato de colocarem personagens que não agregam nada como o o papel de Steve Zahn. Não entendi a necessidade de gastar tempo e dinheiro com ele ali. Se tirasse, não faria falta.

Outra participação sem muita importância é a de Jesse Williams. Ele é bonitinho e charmoso, mas é dispensável. Contudo, a personagem de Zoe Chao faz com que a personagem de Witherspoon se arrisque mais, além de ter um dos melhores looks do longa inteiro. O papel de Kutscher rende quando está em cena com o personagem Jack (Wesley Kimmel). Ambos em tela tem uma boa performance e que cativa bastante. A melhor amiga de Debbie, vivida por Tig Notaro, tem algumas cenas interessantes também.

Crítica | Na Sua Casa Ou Na Minha? 2
A melhor interação do longa é entre eles dois / Reprodução Netflix

A trilha sonora, assinada por Siddhartha Khosla, contempla Gwen Stefani que aparece dando um toque especial na faixa de abertura com a dançante “The Sweet Escape“, música título do seu segundo álbum de estúdio. E podemos perceber que The Cars é o carro-chefe da trama, além de ser citada em uma das cenas por Peter, papel de Kutcher. Outra artista que aparece no longa é a californiana Remi Wolf com “Liz“, presente na versão deluxe do álbum “Juno”, lançado em 2021.

Na Sua Casa Ou Na Minha é um longa que tem quase duas horas de duração, mas passa mais rápido que o Flash. É tão triste ver que bons atores foram desperdiçados com um filme que não tem tanta comédia nem romance e que foi mal conduzido, pensado e executado. Faltou um cuidado com o roteiro e com o elenco.

Nota do Thunder Wave
Nem a química dos protagonistas ou a boa trilha sonora podem tornar o longa menos insosso e sem propósito. Falhou, Netflix.

Artigos Relacionados

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui

Instagram

Bombando

Mais vistos da semana

Siga Nossas Redes

Tem conteúdo exclusivo por lá
6,825FãsCurtir
2,998SeguidoresSeguir
4,049SeguidoresSeguir

Receba as novidades

Fique por dentro de todas as novidades do site em primeira mão!

Recentes

Conteúdo fresquinho

Thunder Stage

Tudo sobre roteiro
Nem a química dos protagonistas ou a boa trilha sonora podem tornar o longa menos insosso e sem propósito. Falhou, Netflix.Crítica | Na Sua Casa Ou Na Minha?
pt_BRPT_BR
Thunder Wave-Filmes, Séries, Quadrinhos, Livros e Games Thunder Wave