sexta-feira, 27, maio, 2022

Crítica | No Ritmo da Vida

Russell (Thomas Duplessie) também é Fishy Falters, uma drag queen que abandona o namorado quando ele não consegue aceitar a sua carreira e volta para o pequeno condado de Pince Edward, onde sua avó (Cloris Leachman) mora. A visita que seria apenas para pegar um carro que ela lhe deu se torna em uma jornada de descoberta e aceitação.

Após descobrir que a avó precisa de cuidados, Russell não consegue deixá-la sozinha e passa a morar com ela. Conhece um pequeno bar para gays, onde se apresenta esporadicamente como drag queen para conseguir algum dinheiro. Durante esses dias os flashes do passado da história de seu avô e sua ligação com a arte, os une em mais maneiras do que Russell sabe e consegue compreender, abrindo portas e feridas do passado que nunca foram resolvidas.

Crítica | No Ritmo da Vida 1
No Ritmo da Vida | A2 Filmes

As músicas que Fishy Falters interpreta são como um grito de seu interior, é sua maneira de colocar para fora quem é e o que está sentido. Artística e performática, é um processo catártico que ajuda na sua evolução. A cada fez que Fishy aparece, Russell se torna mais confiante de quem é e do que quer em sua vida.

No Ritmo da Vida consegue fugir dos estereótipos da comunidade LGBTQIA+ que normalmente é retratada e mostra como ela é diversa, com problemas e dificuldades, mas humana e não uma caricatura. Com temas que são identificáveis para tantos membros da comunidade, a falta de aceitação dentro do próprio meio queer por alguns, aqueles que não se assumem e tem relacionamentos de fachada com medo da sua orientação sexual ser exposta, mas principalmente, a sua própria aceitação. Essa jornada não é simples e nem fácil, com diversos erros durante o caminho e que constroem um ser humano, independente se queer ou não.

Crítica | No Ritmo da Vida 2
No Ritmo da Vida | A2 Filmes

Além da temática LGBTQIA+, No Ritmo da Vida aborda também as relações familiares, conturbadas e cheias de questões não resolvidas. O tratamento de pessoas idosas e como elas encaram a eminência do fim de suas próprias vidas e como seus familiares lidam com isso, normalmente não querendo ver o sofrimento e encarar a partida. Com um final simples e emocionante, mostrando que assim que um ciclo é encerrado, outro se inicia, justamente porque a vida não para, está sempre se movimentando. Enquanto há vida, há movimento.

No Ritmo da Vida (Jump, Darling), dirigo por Phil Connell chega aos cinemas nesta quinta, 03 de março com distribuição da A2 Filmes.

Nota do Thunder Wave
No Ritmo da Vida aborda questões familiares e da comunidade LGBTQIA+ de maneira sensível e humana, mostrando que a única constante que temos é o movimento e a busca por nós mesmos.

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