sexta-feira, 16, abril, 2021
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Crítica | Oito Mulheres e um Segredo

Recém-saída da prisão, Debbie Ocean (Sandra Bullock) logo procura sua ex-parceira Lou (Cate Blanchett) para realizar um elaborado assalto: roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões, que a Cartier mantém sempre em um cofre. O plano é convencer a empresa a emprestá-lo para que a estrela Daphne Kluger (Anne Hathaway) use a joia no badalado Met Gala, um dos eventos mais chiques e vistosos de Nova York. Para tanto, Debbie e Lou reúnem uma equipe composta apenas por mulheres: Nine Ball (Rihanna), Amita (Mindy Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Helena Bonham Carter) e Tammy (Sarah Paulson).
Apesar de ter como base o mesmo universo de 11 Homens e um Segredo com Sandra Bullock, interpretando a irmã de George Clooney,  Oito Mulheres e Um Segredo não é um reboot como muitos pensam e sim um spin-off, e nesse ponto eles acertaram em cheio.
A química das personagens está fantástica. As interações e o modo de conduzir a narrativa chega muitas vezes a ser mais inteligente que 11 Homens e Um Segredo. E com certeza, milhares de vezes melhor que as sequências 12 e 13.
E o que torna este tipo de película muito interessante, pois parece que a pessoa está assistindo a um show de ilusão, onde acha que está vendo tudo, mas na realidade não viu nem ao menos o que está a sua frente.

E como no filme de 11 Homens, este também possui um final a mais, ou seja, o real motivo que levou a personagem a executar todo o assalto, mas com uma pitada que ninguém esperava. Realmente um outro levantar de cortinas.
Que por sinal, é uma das principais partes de transição entre cenas. O diretor abusa das cortinas verticais de uma cena para outra, o que lembra em muito 11 Homens. E dizendo isso tudo, parece que ele é uma cópia.
Pelo contrário. Ele pertence ao mesmo universo, por isso o diretor e produção mantém o mesmo estilo de fotografia e narração. Do contrário, ficaria meio estranho.
Um dos destaques fica para a atriz Cate Blanchett, com seu corte mais rebelde de cabelo e seu jeito um tanto malandro. Nenhuma das atrizes é a versão feminina dos personagens centrais de 11 Homens ao 13. Elas são independentes e cativantes.
É sem dúvida alguma um ótimo filme para se ver no cinema neste friozinho. Sair e tomar aquele chocolate quente e se sentir muito bem, com uma história que é inteligente e não subestima a mente do fã.
E que subam as cortinas e até a próxima!

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