Orphan Black começou como uma ideia original, que mostrou ter capacidade de inovar em sua segunda temporada e agora já se tornou praticamente necessária na vida dos fãs.

A primeira temporada veio para servir de base na trama, explicando melhor os clones, estreitando suas relações e mostrando a ação que dita o ritmo da série. A segunda temporada veio inovando, acrescentando novos personagens importantes, situações duvidosas que deixa a desconfiança sobre alguns espiões duplos, desenvolve melhor a vida pessoal das clones e, por fim, deixa novamente um importante gancho para o próximo ano explorar.

***Possíveis spoilers das temporadas anteriores a seguir***

Novamente, a capacidade de inovar dos criadores John Fawcett e Graeme Manson está presente. Já nos acontecimentos finais da temporada anterior foi apresentado o projeto Castor, que irá reger esses novos episódios. Praticamente uma versão masculina do Clone Club (exceto pela criação militar), ao longo dos acontecimentos se descobre que eles também possuem uma doença genética, dos quais precisam ou das meninas para experiência ou do gene original. Assim é travada mais uma caçada.

A essa altura, o ritmo já é conhecido e é utilizado novamente nesse ano da série. As explicações sobre as corporações e motivos para as experiências só aumentam e, ao que tudo indica, podemos esperar um desfecho futuro sem deixar pontas soltas.

As atuações continuam se provando ainda melhores- acreditem, isso é possível!-, Tatiana Maslany vem impressionando desde o primeiro episódio, mas nessa temporada dá seu golpe de misericórdia. Com uma mudança brusca no comportamento de Helena e uma das personagens seriamente debilitadas, a atriz consegue se superar. Em alguns casos é necessária a substituição de uma clone por outra, onde elas assumem a identidade de outra para um objetivo final e é chocante como é fácil saber qual delas está por trás da cena, mesmo com a caracterização de outro personagem.

Há um bônus nessa temporada, que chega perto do talento de Maslany. Ari Millen, que foi introduzido em temporadas passadas com um personagem sem sal, ganha um enorme destaque e a necessidade de diversidade também impressiona.

Orphan Black terceira temporada | Imagem: BBC

Orphan Black continua satisfatória, mas já podemos prever um final próximo. Mesmo sabendo utilizar de novos elementos para atiçar a trama, a necessidade de um desfecho já se mostra necessária e podemos ver os acontecimentos caminhando para isso. Se continuar no ritmo que está, teremos uma série que conseguiu impressionar do começo ao fim, sem tentar estender os acontecimentos e assim cair em uma cansativa rotina.

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