sexta-feira, 4, dezembro, 2020
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Crítica Orphan Black- 5ª Temporada

Orphan Black teve seus altos e baixos. Uma estreia notável em 2013, a trama decaiu apenas na quarta temporada, onde os acontecimentos foram realmente maçantes. Agora a produção chega ao fim, com uma temporada que carrega nela essas oscilações.

Quem acompanhou os anos anteriores está ciente de todas as ameaças que as irmãs sofreram e agora é a última chance para resolvê-las. Por isso, a carga emocional nessa temporada está mais intensa, com as relações familiares mais abaladas, principalmente no que diz respeito a Kira (Skyler Wexler), que está desesperada para saber o motivo da sua conexão sentimental com as clones e acaba se rendendo aos encantos de Rachel (Tatiana Maslany), que promete respostas.

O ritmo é bem parecido com a 4ª Temporada, onde os episódios são intercalados entre algumas poucas revelações com uns bem repetitivos, até chegar finalmente aos episódios finais, onde tudo fica frenético e a ação entra em cena. A ousadia consegue compensar a falta de movimentos desses primeiros episódios.

Crítica Orphan Black- 5ª Temporada 1
Orphan Black- 5ª Temporada | Imagem: BBC

A linha temporal é muito explorada nesse ano, onde várias explicações até então não dadas aparecem quando a infância e outros momentos das personagens são revelados. Isso acaba com quase todos os buracos da trama e permite um encerramento bem satisfatório. Entretanto o problema de “personagens descartáveis” é bem evidente aqui, visto que todos os que foram apresentados ao longo dos cinco anos da produção foram totalmente descartados sem nem ao menos uma menção de seu desfecho- isso inclui até as clones que não fazem parte do quarteto inicial.

Talvez por pregar o feminismo e amor homossexual, essa temporada tenha escolhido ignorar completamente todos os interesses amorosos das irmãs até então. Com exceção de Donnie (Kristian Bruun), que se tornou um personagem recorrente, os namorados sumiram sem explicação desde a temporada antecessor e seu destino continuou assim. O público pode até entender que isso tenha acontecido por problemas de agenda, visto que todos eles estão em outras séries no momento, mas ao menos uma explicação esses personagens mereciam.

Por um tempo, até mesmo parte do elenco principal foi esquecido. Durante mais da metade da temporada, Felix (Jordan Gavaris) não aparece com a desculpa de uma viagem, o mesmo acontece com Alisson (Maslany) que está em uma especie de retiro espiritual por um bom tempo e Helena (Maslany), que constantemente era deixada de lado repete essa sina e aparece apenas nos dois últimos episódios para dar um desfecho digno ao seu problema que vem sendo tratado há anos.

Orphan Black conseguiu milagres em sua trama durante um bom tempo, mas desde a 4ª temporada caiu em uma repetição que refletiu diretamente nessa temporada final da série. Certamente, o desfecho consegue fechar a trama principal e dar um final digno às clones- inclusive respondendo a questão inicial de quantas realmente existem-, mas deixa o sentimento de que havia mais a ser explorado e tudo que foi inserido no meio da trama ao longo dos anos foi ignorado, focando apenas nas personagens de Tatiana.

Nota do Thunder Wave
O desfecho da série é satisfatório, mas poderia ter explorado melhor os personagens inseridos aos longo dos anos.

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