domingo, 22, maio, 2022

Crítica | Passagem Secreta

Passagem Secreta é um filme que tinha um grande potencial, mas infelizmente não consegue encontrar o seu público.

Alice (Luiza Quinteiro) é uma pré-adolescente que precisou se mudar para uma pequena cidade do interior. Para o seu alívio, ela consegue encontrar um novo grupo de amigos. No entanto, durante uma brincadeira no parque de diversões, Alice precisa confrontar mistérios que revelarão fatos sobre a sua identidade. Chegou a hora de fazer escolhas diífceis.

Passagem Secreta em uma primeira análise é interessante. Possui um início que te instiga, que te leva a fazer perguntas, principalmente com uma mãe que é obrigada a mandar sua filha embora para morar com o tio devido a abusos que sofre do marido em casa, até a personagem principal, Alice, conhecer as crianças na nova cidade.

O longa possui aquele ar oitentista, até em forma de caricatura como uma adaptação da Turma da Mônica ou Detetives do Prédio Azul. Toda a trama que é apresentada do mistério, do passado de Alice e as mudanças – sem sentido – de seu tio junto ao misterioso Parque são mais do que motivos para segurar o público.

Mas infelizmente, tudo parece ruir quando chega justamente ao Parque! O local deveria trazer todo aquele mistério e um suspense juvenil, já que é para este público que o filme se propõe, mas justamente aqui, Passagem Secreta se perde. E se perde feio! A tal passagem secreta, que dá o nome ao longa, fica tão secreta, que você não sabe mais o que está acontecendo.

O roteiro busca aquele tom, que os adultos irão se lembrar bem, vindos dos livros da Coleção Vagalume, como O Mistério do 5 Estrelas, entre outros que misturavam suspense, uma dose de terror, mistério e o sobrenatural, com personagens adolescentes bem construídos e que todo leitor gostaria de ser ou ter como amigo.

A ideia de Passagem Secreta é justamente essa. Dar para o público um mistério misturado com suspense, com personagens juvenis que são mais inteligentes que os adultos e um vilão para lá de caricato. Só que isso tudo beira ao absurdo para todos os públicos.

Os adultos irão achar infantil demais. As crianças lento demais. E os adolescentes, isso é demais para se assistir.

Outro detalhe é deixar morrer assuntos que estavam no começo de uma forma até mesmo chata. Por que o tio não ajudou a mãe de Alice, sabendo que ela sofria com abuso? Por que de uma hora para outra ele se torna o que é? E algumas outras questões que ficam em aberto.

Uma das partes em que o roteirista sempre deve se prezar é por fazer as perguntas, criar desafios e aos poucos dar as respostas e o prêmio para o público, para que ele se sinta participante do filme e não apenas um mero espectador. Além do que, te dar perguntas sem respostas, só gera desconforto com uma obra.

Passagem Secreta tinha tudo para ser um dos melhores filmes do ano e entrar para a galeria de aventuras ao lado de outras obras nostálgicas e até mesmo ganhar uma continuação ou uma série. Mas o desenvolvimento da trama e dos personagens, deixou a desejar.

Nota do Thunder Wave
Passagem Secreta é um filme que tinha um grande potencial, mas infelizmente não consegue encontrar o seu público.

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