quinta-feira, 2, dezembro, 2021

Crítica | Patrulha Médica- 1ª Temporada

É sempre arriscado trabalhar com paródias, além de ser complicado passar ao público a ideia das críticas que sempre vêem atreladas a esse tipo de produção, a chance de errar e abusar de situações que tornam a paródia um pastelão perdido em suas próprias piadas é muito grande. O trabalho de roteiro necessário quando se trata dessa temática é enorme e, infelizmente, isso não foi bem feito em Patrulha Médica (Medical Police).

A estreia da Netflix é uma continuação da série Childrens Hospital, que possuía como proposta principal parodiar produções médicas de sucesso, como E.R e Grey’s Anatomy. As críticas sociais costumavam funcionar na trama e, depois de alguns anos de seu cancelamento, os produtores viram a chance de usar novamente esses elementos em uma nova série.

Patrulha Médica deixa claro essa proposta, apresentando logo de inicio um hospital cheio de preguiçosos que valorizam questões irrelevantes. Isso é mostrado logo na primeira discussão sobre as mesas, onde o chefe resolve que trabalhar em pé é mais saudável, usando essa desculpa para trocar todas as mesas de trabalho. É evidente a crítica ao gasto excessivo para justificar orçamentos e ao descaso com o trabalhador, mas como a maioria das questões abordadas em meio a piadas dentro dessa série, se perde entre desenvolvimentos ruins e outros argumentos aleatórios sendo apresentados ao mesmo tempo.

Em outras partes, o propósito fica simplesmente perdido. O trabalhadores do hospital ressaltam a cada chance que são empregados americanos em um hospital do Brasil, situado em São Paulo (sim, a doença se inicia na USP). Esse ponto logo se perde na trama, onde o fato é lembrado constantemente em meio de conversas, sem ter a necessidade de ser mostrado novamente e, em certo ponto, vai perdendo a crítica que é feita ao modo como as produções atuais estão basicamente escrevendo as informações para o público.

Crítica | Patrulha Médica- 1ª Temporada 1
Patrulha Médica | Imagem: Netflix

Na trama, os médicos Lola Spratt (Erinn Hayes) e Owen Maestro (Rob Huebel) saem em uma missão para investigar essa estranha doença que está se espalhando pelo mundo. Virando temporariamente agentes, eles seguem as dicas sobre o vírus encontrando novos suspeitos, e esses são os únicos momentos em que as críticas funcionam, geralmente envolvendo preconceitos ou ressaltando a maneira como as pessoas usam o poder para coisas fúteis.

Na maioria dessas ocasiões, é feito o uso de participações especiais que agregam muito ao elenco, que por si só já estava conseguindo fazer um bom trabalho ao carregar a série nas costas.

Patrulha Médica possui uma proposta interessante e uma dupla de protagonistas talentosos, mas se perde por nem sempre saber o momento certo de fazer a piada, perdendo também a crítica em meio a isso.

Nota do Thunder Wave
A série investe em parodiar em meio a críticas, mas constantemente perde seu ponto em meio a piadas repetitivas e excesso de informações irrelevantes.

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