sábado, 19, junho, 2021
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Crítica | Sem Rastros

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Sem Rastros mostra a história de Wendy e Paul que descobrem que sua filha desapareceu sem deixar vestígios durante uma viagem em família. Quando a polícia não tem nenhuma pista, os dois não param por nada para encontrá-la, mesmo enquanto tomam decisões perigosas e sombrias para recuperá-la.

O longa escrito e dirigido por Peter Facinelli (Supergirl, Crepúsculo, Nurse Jackie) e estrelado por Thomas Jane (O Justiceiro, O Nevoeiro, The Expanse), Anne Heche (Chicago P.D.) e Jason Patric (The Lost Boys, Big Kill), possui uma narrativa de filmes de ação já conhecidas.

Uma filha sequestrada onde os pais tentam a todo custo descobrir onde ela foi parar, quem a sequestrou e quais os motivos. O final é muito promissor, com uma bela reviravolta e a narrativa até então meio desconexa, acaba por se encaixar.

E é esta parte ruim de Sem Rastros. O roteiro de Facinelli infelizmente é fraco. Durante o filme com certeza o espectador irá reclamar de várias partes sem sentido e atitudes que os pais tomam que acaba por os tornar frios com os acontecimentos da filha.

As atuações acabam por atrapalhar, mais por culpa do roteiro do que realmente dos atores, mesmo assim, é difícil proteger um ator como Thomas Jane de uma interpretação que parece ter saído de um videogame de 8 bits. O ator já provou não ser um dos melhores, mas sua atuação como Justiceiro foi elogiada pelos fãs, assim como o pai protetor na adaptação cinematográfica do livro de Stephen King, The Fog.

O restante dos atores, assim como Anne Hetche não convencem. E isto torna o longa incrivelmente lento e sem sentido nas ações de pais que deveriam sofrer com o desaparecimento da filha, além de um policial, interpretado por Jason Patric, passar um pouco mais de emoção pelos momentos trágicos pelo que viveu.

Só que o final do longa acaba por explicar porque, pelo menos os pais, são desta forma. Mas ter que aguardar pelos 5 minutos finais para entender os motivos e decisões do casal, acaba mais por irritar o espectador do que realmente criar uma reviravolta interessante.

Além disso, os cortes e muita coisa presente em Sem Rastros é incompreensível, com uma cena inicial que não se completa, mortes que não precisavam ocorrer e personagens secundários totalmente apagados.

Infelizmente Sem Rastros é um filme ruim, com um elenco sem empatia entre eles, além de não criar nenhum vínculo com o espectador. De qualquer forma, ainda dá para assistir, pois ele possui uma ótima história, mas mal executada. E aqui fica a dica para aqueles que gostam de roteiros e querem saber mais sobre como criá-los e não cometer estes erros.

No curso da Fábrica de Ideias Cinemáticas (FIC´s), o futuro profissional da área, ou que já esteja no ramo, consegue discutir e analisar nas entrelinhas a criação de universos e personagens, para que eles se tornem críveis para o público que busca sempre por emoções.

Fique de olho em nossas publicações da FIC´s.

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