sábado, 16, outubro, 2021

Crítica | Sex Education – 3ª Temporada

Sex Education já está consolidada como uma das maiores séries originais da Netflix, e a série conquistou o seu espaço no coração dos fãs por abordar temas cotidianos de uma maneira séria, e quebrar alguns tabus.

Em sua 3ª temporada Sex Education se mostrou ainda mais empenhada e fortalecida em tocar em algumas feridas, expandindo os temas abordados dentro da trama, aprofundado assuntos que são diversamente debatidos na sociedade.

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O novo ano segue a fórmula das duas primeiras temporadas, abordando os temas com seriedade e explorando a fundo como cada um dos elementos apresentados tem impacto na vida dos adolescentes e familiares.

Além dos assuntos corriqueiros da série, outro grande acerto é a maneira que tratam os personagens, isso desde o trio principal Ottis (Asa Butterfield), Maeve (Emma Mackey) e Eric (Ncuti Gatwa) até personagens pouco mencionados na série como Jeffrey (Joe Wilkinson).

Crítica | Sex Education – 3ª Temporada 1
Sex Education/ Imagem: Netflix

A grande parte dos personagens tem um arco bem desenvolvido, ainda que com poucas aparições no decorrer da temporada.

As novidades no núcleo dessa temporada agregam de maneira direta a trama, trazendo novos dilemas e peso a suas ações, e ao mesmo tempo interagem com os personagens adicionados anteriormente que continuam tendo uma evolução dentro da história, talvez o caso mais notável dentro dessas mudanças seja o de Adam (Connor Swindells). O personagem tem no seu núcleo familiar a influência forte da masculinidade tóxica em seu jeito, e nessa temporada descobrimos que o que o afetou, afetou também o seu pai, o ex-diretor Mr. Goff (Alistair Petrie), que por sua vez, começa a ter um ponto de virada na nova temporada.

Talvez a personagem mais polêmica e importante para a trama dentro dessas caras novas da terceira temporada seja a nova diretora do colégio de Moordale, Hope (Jemima Kirke), personagem que representa diversos elementos rasos da sociedade em debates fundamentais como esses na vida dos jovens.

Crítica | Sex Education – 3ª Temporada 2
Sex Education/ Imagem: Netflix

Por mais que a personagem seja a diretora escolhida para melhorar o relacionamento entre o corpo docente, alunos, instituição e comunidade, a mesma se mostra despreparada desde o início, carregando diversos jargões sem fundamento dentro desses debates, em uma das primeiras cenas já podemos traçar o tipo de pessoa que ela é dentro da trama, quando comete um ato de racismo.

Hope reúne algumas das piores características da comunidade conservadora em relação a assuntos voltados a sexualidade, e tenta deslegitimar a importância da educação sexual para os adolescentes, prática que infelizmente é recorrente também fora da ficção.

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Sex Education continua sendo mais do que necessária tocando em diversas feridas que por diversas vezes são negligenciadas ou ignoradas pela sociedade, alternando entre momentos leves de descontração e momentos mais pesados, mas acima de tudo sempre tratando esses temas relevantes na sociedade de maneira séria.

Nota do Thunderwave
Sex Education é uma série que hoje está no mesmo patamar de Stranger Things (cada um dentro da sua temática), e cada vez se mostra mais necessária como uma ferramenta importante para derrubar as barreiras impostas por tabus.

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