domingo, 22, maio, 2022

Crítica | Sonic 2: O Filme

Longa promete diversão e nostalgia

Na próxima quinta-feira, 07 de abril, chegará aos cinemas a sequência em live action de Sonic, um dos últimos filmes lançados antes do começo da pandemia de Covid que isolou todos em casa. Antes mesmo de ser lançado o primeiro longa, o ouriço azul já estava chamando muito a atenção por conta do trabalho da Paramount em refazer o visual do ouriço, deixando ele mais simpático e fiel ao velocista dos jogos. A repercussão das boas críticas também chamou atenção, já que o projeto conseguiu conquistar o público (a crítica especializada, a criançada e os fãs) com seu humor calibrado e história divertida, além do retorno de Jim Carrey aos papéis caricatos, que o transformaram nesse ícone mundial da comédia. Logo no fim do desta aventura, uma cena especial trazia a participação do simpático Tails, garantindo gancho para um possível sequência mantendo assim a essência da franquia dos videogames.

Leia também Sonic- O Filme | Jim Carrey revela como foi viver o Dr. Robotnik

Após dois anos de espera e com a vida retornando a normalidade pré pandemia, ou seja, com a maioria dos comércios funcionando e isso inclui os cinemas, a expectativa é de que a sequência consiga arrecadar mais que o projeto antecessor, considerando que a atual produção teve um pouco mais de tempo para ser trabalhada e melhorada. E sim, podemos perceber uma melhora escancarada no visual do Sonic e dos novos bichinhos peludinhos. Se olhar o primeiro filme com mais atenção – o personagem foi alterado às pressas pela repercussão negativa que adquiriu na mídia -, o novo Sonic tem mais textura, uma paleta de cores mais vibrantes e os poderes do personagem foram mais evidenciados na sequência.

A trama acompanha uma nova ameaça no universo do ouriço azul. Agora é a vez do equidna Knuckles se aliar ao Dr. Robotnik para tornar a vida de Sonic mais complicada. Na versão original, o peludinho vermelho é dublado por  Idris Elba – um ator super talentoso fazendo parte de um filme super legal, deve ter sido uma experiência e tanto para o ator que recentemente estrelou O Esquadrão Suicida de James Gunn -, que emprestou a sua voz para o personagem Knuckles que apesar de ter treinado e se preparado para tempos difíceis, não consegue lidar bem com as novidades do mundo que lhe cerca. Ele viajou através das dimensões atrás do Sonic, pois é o único que pode impedi-lo de conseguir encontrar a lendária esmeralda que o ajudaria a restabelecer seu povo.

Leia também Crítica | O Esquadrão Suicida
Sonic e Knuckles duelam no novo trailer do filme Sonic 2 | Adrenaline
Knuckles e Sonic duelam em Sonic 2 – O Filme / Reprodução Paramount

Porém, como dito anteriormente, ele se uniu ao Dr. Robotnik, que se encontra preso no mundo dos cogumelos e se oferece para guiá-lo até a Terra. Não percebendo a maldade do doutor maléfico, Knuckles aceita e ambos partem para a Terra. Contudo, Sonic não sabia que estaria prestes a ganhar um aliado, o Tails…. a raposinha amarela de dois rabinhos que surge naquela cena do primeiro filme e chega à Terra para avisar ao Sonic sobre a grande ameaça que se aproxima. Ponto positivo para a relação de verdadeira amizade construída entre os dois. Ambos esbanjam carisma e conseguem transmitir a atmosfera que vemos nos joguinhos dos personagens.

Falando na atmosfera do jogo adaptada para as telonas, quem é fã vai ficar contente com os elementos saídos diretamente dos jogos, pois as cenas de perseguição, a dinâmica entre Sonic e Tails, o labirinto, os anéis, os cogumelos… todo o visual construído traz uma sensação nostálgica para quem conheceu o ouriço azul pelo joystick. É um acerto da produção em ter apostado nesses elementos para enriquecer a trama e transmitir o universo sem perder a identidade do jogo nas telonas. Certamente vai agradar aos fãs. A trilha sonora ainda continua interessante e bem atual. Bruno Mars foi uma boa pedida.

A mensagem do longa é bem clara e conversa muito com esse universo aventuresco que evidencia a importância do amadurecimento e das responsabilidades e ainda reforça que ser herói não é apenas um título. O longa traz muitas mensagens motivacionais, foca na importância dos laços familiares e de amizade, de reconhecer erros e de aprender com eles. Embora seja um longa voltado para o público infanto-juvenil, é possível que muito adulto barbado saia emocionado da sala de cinema. É bonito ver o quanto a produção conseguiu manter a qualidade de seu antecessor.

Teaser de Sonic 2 anuncia a chegada de Tails • Coletivo Nerd
Tails é uma raposinha muito fofa e vai encantar a todos com seu carisma / Reprodução Paramount

O elenco de dublagem original não pôde ser avaliado, pois assistimos a cabine dublada, mas podemos falar sobre a dublagem brasileira e devo confessar que a voz emprestada de Manolo Rey no Sonic permanece maravilhosa. Ele consegue dar o tom infantil perfeito para o ouriço azul e que combina muito com o personagem. Seria inconcebível a ideia de um Sonic sem a voz de Manolo. Outro fato importante é que o elenco fez – em parte – um bom trabalho nas atuações. Sem muitos deslizes e o destaque vai para Jim Carrey que consegue ser bizarro e engraçado ao mesmo tempo. Algo muito legal é que os personagens secundários tiveram um pouco mais de profundidade já que no primeiro longa não tiveram tanto espaço de tela. Porém, algumas ressalvas.

O personagem de Jim Carrey consegue dar o tom perfeito para o exagerado Robotnik, sendo propositalmente caricato com seu bigodão e roupas excêntricas. Embora, ele possua cenas divertidas e tenha uma linguagem corporal certeira, os demais humanos estão no limbo, pois apesar de terem mais tempo de tela se encontram fora de tom. Infelizmente, o longa tem um defeito e não por culpa dos atores, mas o arco em torno do casamento de Rachel poderia ter sido cortado, além disso as piadas ficaram “too much” porque uma referência aqui e outra ali tudo bem, mas toda hora para arrancar risada a todo custo deixou o longa meio bobo, infantilizou demais sem necessidade. 

Essa questão da infantilização exacerbada se deve a um roteiro que não ajustou alguns detalhes e se tornou menos coeso do que o do longa anterior, pois foca em trazer alguns momentos bobinhos, citando de vez em quando alguma referência do universo da cultura pop ou alguma piada divertida do protagonista e por aí podemos perceber que a equipe criativa põe em xeque a esperteza do espectador. Até um cachorro tem capacidade de entender o que está em tela. Enfim, fica a dica para que a próxima sequência foque no que realmente importa. Por conta disso, o longa sofre com um “tempo perdido” que cansa o público. Algo que vai chamar atenção é a  cena pós-créditos que garante um terceiro filme e que vai gerar uma tremenda EPIFANIA nos fãs do Sonic.

Nota do Thunder Wave
Algo que incomoda são as piadas fora de tom e os momentos bobinhos. Porém, a direção segue na linha do longa anterior, não ousa, mas também não estraga. Ou seja, Sonic 2 consegue divertir e arrancar boas risadas apesar das derrapadas. Tem um visual de fazer inveja, um elenco interessante, uma trilha sonora legal e uma cena pós crédito de causar siricutico. É um bom entretenimento despretensioso para um final de semana em família. Vale a pena.

Artigos Relacionados

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por Favor insira seu nome aqui

Instagram

Bombando

Mais vistos da semana

Siga Nossas Redes

Tem conteúdo exclusivo por lá
6,825FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
4,220SeguidoresSeguir

Recentes

Conteúdo fresquinho

Thunder Fic's

Tudo sobre roteiro
Algo que incomoda são as piadas fora de tom e os momentos bobinhos. Porém, a direção segue na linha do longa anterior, não ousa, mas também não estraga. Ou seja, Sonic 2 consegue divertir e arrancar boas risadas apesar das derrapadas. Tem um visual de fazer inveja, um elenco interessante, uma trilha sonora legal e uma cena pós crédito de causar siricutico. É um bom entretenimento despretensioso para um final de semana em família. Vale a pena.Crítica | Sonic 2: O Filme
pt_BRPT_BR
Thunder Wave-Filmes, Séries, Quadrinhos, Livros e Games Thunder Wave