sexta-feira, 15, outubro, 2021

Crítica | Succession- 3ª temporada

3ª temporada de Succession compensa a longa espera

Após mais de dois anos de espera, os fãs de Succession finalmente poderão conferir os acontecimentos que seguem o quente desfecho da 2ª temporada, a partir do dia 17 de outubro.

Caos é a palavra que define a 3ª temporada de Succession. Começando exatamente de onde a trama terminou dois anos atrás, com a denúncia de Kendall (Jeremy Strong), a caótica situação já se mostra na primeira cena, com um redemoinho de emoções representado por Logan (Brian Cox) em um helicóptero a caminho de seu “próximo movimento”. As acusações à sua empresa Waystar Royco incluem encobrir “crimes” – fala corporativa para coisas como assassinato e agressão sexual – e ele é acusado de cúmplice, pelo seu próprio filho. O mesmo filho que ele estava prestes a enviar para a prisão como um sacrifício.

O primeiro episódio dessa temporada já dita o tom que ela irá tomar, com uma batalha declarada entre Logan e Kendall, que se colocam em movimento, cada um com sua equipe, para garantir que sairão vencedores nessa guerra pelo poder.

Crítica | Succession- 3ª temporada 1
Succession 3ª temporada/HBO

Ao longo dos sete episódio fornecidos para essa crítica, essa feroz disputa apenas aumenta e mantem esse jogo estratégico. A disputa familiar não é algo novo para a série, mas esses dois poderosos homens trazem algo muito maior. Logan é um líder que não dá ponto sem nó, quando ele está em um ambiente, ninguém mais é notado, e está disposto a oferecer seu próprio filho como isca se for bom para os negócios, mas nessa nova trama são apresentadas suas fraquezas.

Shiv (Sarah Snook) e Roman (Kieran Culkin), participam de outra maneira dessa guerra declarada. Eles alternam entre serem gratos por escapar do desafio de seu pai e agarrar as oportunidades que aparecem. Todos os outros, com destaque para Gerri (J. Smith-Cameron), são peões nesse jogos, com muito potencial para a estratégia, mas totalmente dispensáveis se necessário.

Jeremy Strong se destaca nisso tudo. Sua atuação está incrível nessa temporada, que exige um comportamento forte, mas sem deixar de ser o filho sacríficado pelo pai, o prodígio que clama por atenção como homem e filho. Toda a estratégia que gira a trama funciona como paralelo aos jogos de poder que Kendall criou, enquanto todos estão tentando salvar o futuro da Waystar, ele está manipulando o público para reconsiderar o que a empresa poderia ser. Sua ideia, que surge após a coletiva de imprensa que inicou a situação, vem da possibilidade de conquistar as massas e assumir a empresa. Para isso, passa a fazer exibições públicas de filantropia e palestras motivacionais.

Crítica | Succession- 3ª temporada 2
Succession/HBO

Enquanto a 2ª temporada de Succession abusa da conquista de confiança, arrogância e ego, a 3ª temporada cobra o preço disso, mostrando que um balão inflado em excesso possui o risco de estourar, o enredo trata de consequências. Outra grande mudança nessa temporada, talvez por efeitos da pandemia, é ser mais fixa em locação, ao menos nos primeiros sete episódios. Enquanto anteriormente a trama se passava em vários países diferentes, essa fica modestamente fixada no mesmo local.

Succession chega com uma terceira temporada mais intimista, com uma grande batalha estratégica e menos visual. Entetanto, dá uma sensação de “recarga”, como uma bomba se preparando para estourar.

Nota do Thunder Wave
Succession entrega uma terceira temporada mais intimista, com uma grande batalha estratégica e menos visual, mas promete crescer muito no próximo ano.

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