domingo, 27, setembro, 2020
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Crítica | The End of The F***ing World – 2ª temporada

The End of The F***ing World chegou de maneira singela, mas conquistou os fãs com sua representação dos transtornos psicológicos. É verdade que é uma série de nicho, atraindo apenas aqueles que se encantam por uma grande análise da psique humana e não se importe que o roteiro que justifica essa análise seja vazio.

A 2ª temporada de The End of The F***ing World chega agregando pouca novidade à trama, mas mantendo os elementos que conquistaram nos episódios anteriores. Passando dois anos após os acontecimentos finais da temporada, o enredo se foca no pós assassinato, inserindo Bonnie (Naomi Ackie), que sofre com a morte do Prof. Clive (Jonathan Aris) e está em busca de vingança, que será feita com a morte de Alyssa (Jessica Barden).

-> Veja também: Crítica | The End of The F***ing World- 1ª Temporada

Entrando para o hall dos personagens bem construídos, Bonnie completa o time com seus distúrbios psicológicos, também desenvolvidos por problemas de criação. Sofrendo por toda a vida com a obsessão de sua mãe em realizar através dela seu sonho falido de entrar na universidade, a garota foi criada tendo que cumprir os auto padrões impostos pela matriarca, que acreditava que todo ato mal executado merecia uma punição. Sendo punida desde sua infância pelos pequenos deslizes- até mesmo quando esquecia parte de uma matéria estudada-, a personagem acredita fielmente que todos devem pagar um preço bem caro pelos seus atos e é isso que motiva sua vingança. Em adição a isso, a falta de amor de seus pais, junto com a intensa necessidade de aprovação, faz com que ela seja uma adulta extremamente inocente e manipulável, caindo nas artimanhas do professor que, como vimos anteriormente e agora é apresentado em mais detalhes, não era uma boa pessoa com as mulheres.

Crítica | The End of The F***ing World - 2ª temporada 1
The End of The F***ing World 2ª temporada | Imagem: Netflix

Essa temporada mostra com mais força a dependência emocional que já serviu de base na anterior, reforçando a tênue linha entre o amor e dependência, o carinho versus a necessidade de projetar em alguém sua alegria, forçando-a a ser seu porto seguro. Em termos psicológicos, é o maior problema daqueles que sofrem algum trauma e isso é mostrado sem censuras durante todos os episódios.

As consequências dos atos também são bem exploradas. Do menor ao mais gritante erro, fica evidente o quanto é difícil se livrar de uma lembrança ruim e o quanto somos influenciados por essas lembranças, deixando que nossos atos sejam guiados por elas e, eventualmente, se arrependendo dos erros que cometemos por tentar compensar nosso vazio com algo que parecia ser uma necessidade, mas na realidade era só mais uma tentativa de redenção.

A 2ª temporada de The End of The F***ing World retorna sem novidades em sua trama, porém com uma analise mais profunda do comportamento humano. Com ótimas atuações e o conhecido tom dramático, o novo ano da série promete agradar aos que já gostam da maneira como os problemas são expostos.

Nota do Thunder Wave
A nova temporada não inova na trama, mas aumenta os elementos que fizeram sucesso na anterior.

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