segunda-feira, 19, outubro, 2020
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Crítica: Thor- Ragnarok

O filme mais Fanfarrão da Marvel

Ragnarok é um evento importante para a mitologia Nórdica. Considerado um apocalipse, inúmeras obras utilizam essa temática como trama central, afinal, faz sentido que tudo que gire em torno dessa mitologia acabe usando-o. A Marvel não ficou de fora e trouxe, em 2004, sua própria versão de Ragnarok em uma minissérie especial do Deus do Trovão. E é essa saga que inspira o novo filme solo do herói.

Na realidade, Thor: Ragnarok é uma junção de dois eventos interessantes da Marvel: Ragnarok e Planeta Hulk. E é aí que reside o problema da trama, se tratando mais de Planeta Hulk do que Ragnarok em si, passa a maior parte da produção no planeta Sakaar, onde força muitos momentos de humor que quebram a tensão da situação. Esse excesso de humor poderia ser justificado com o argumento de um foco mais infantil, se o roteiro não usasse de várias piadas de duplo sentido feitas claramente para adultos.

***Pode conter algum spoiler a seguir***

Mesclando cenas de Sakaar com Asgard, o longa introduz Hela (Cate Blanchett), Deusa da morte que pretende assumir trono após a morte de Odin ( Anthony Hopkins). Entretanto, mesmo sendo extremamente bem representada por Blanchett, a personagem é mal aproveitada e sua breve introdução, seguida de uma densa resolução, não entregam a carga dramática necessária- nem mesmo a perspectiva de uma total destruição de Asgard chega a realmente tocar o público.

Thor Ragnarok
Hela e Skurge em Thor: Ragnarok | Imagem: Marvel

Ao seu lado, o recém introduzido Skurge (Karl Urban) sofre o mesmo destino. O personagem é importante na Marvel, mas é igualmente mal aproveitado, tendo uma trama fraca, que além de desperdiçar o potencial do ator, não justifica o foco em um novo personagem quando outros antigos e importantes são retirados rapidamente. O que nos leva para o maior problema do longa: A remoção de lady Sif. Sendo uma personagem muito importante e muito trabalhada nas obras anteriores, Sif agora é completamente ignorada, sem ao menos uma menção de seu nome.

Entretanto, em relação a risadas e um bom visual, Thor: Ragnarok faz bonito. Não deixa de ser um bom entretenimento, que consegue divertir e apresentar momentos descontraídos entre personagens que conquistaram o público. A trama, mesmo errando em alguns pontos, é importante como ligação para Guerra Infinita, apresentando uma evolução crucial em Thor (Chris Hemsworth) e Loki (Tom Hiddleston) e dando um novo rumo aos companheiros do Deus do Trovão.

Crítica: Thor- Ragnarok 1
Thor: Ragnarok | Imagem: Marvel

Cheio de ação, Thor: Ragnarok tem seus altos e baixos. Com uma trama que deixa a peteca cair na metade, mas consegue se recuperar no final, o longa erra em algumas decisões, porém ainda é importante para o caminho que a nova fase que a Marvel pretende seguir.

Veja a ficha técnica e elenco completo de Thor: Ragnarok

Nota do Thunder Wave
O longa comete erros em relação aos personagens, mas é importante para a nova fase do herói e da Marvel no cinema

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