Um dos filmes selecionados para o festival Tribeca desse ano foi Tom of Finland baseado na vida de Touko Laaksonen, um ilustrador gay que possui um enorme talento para arte homoerótica, mas não consegue fazer carreira em seu país.

Na realidade, a carreira de Touko (Pekka Strang) é certamente a parte menos interessante da trama -mesmo sendo o grande foco dela. O chocante relato da Finlândia na época , quanto o homossexualismo era proibido, é a parte mais interessante do longa. Ironicamente, o filme chega a abordar uma discussão bem atual, a polêmica cura gay, que aparentemente já era usada desde a década de 40 em países mais rígidos.

Obviamente, Touko não consegue vender suas ilustrações na Finlândia e começa a tentar em outros países, com uma fracassada tentativa na Alemanha, até finalmente achar seu lugar na America, onde sua arte é verdadeiramente apreciada. Sob o pseudônimo de “ Tom da Finlândia”, ele se torna um sucesso e uma inspiração para a comunidade LGBT do país.

Tom of Finland
Tom of Finland

Fazendo uma homenagem ao verdadeiro Touko, o filme mostra sua vida, seus relacionamentos amorosos e seu relacionamento com a irmã, Kaija (Jessica Grabowsky), que também tenta a carreira de artista. Do declínio pós guerra à sua ascensão, o longa detalha todos os caminhos percorridos pelo personagem e suas dificuldades.

A direção de Dome Karukoski  é ótima, mas quem merece o verdadeiro destaque é a equipe de maquiagem. Mostrando desde a juventude até a velhice do elenco principal, as doenças e envelhecimentos dos personagens são uma obra a parte, perfeitamente convincentes.

Tom of Finland relata uma história muito interessante e muito indicada para os tempos atuais, já que parece que estamos regredindo quando se trata de aceitações sociais. Mostrando a garra de um homossexual, lutando para se erguer em um local onde não era aceito, o filme é inspirador.

Veredito
Nota do Thunder Wave
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