Adaptar um romance nunca é uma tarefa das mais prazerosas. Mas sem dúvida, é algo desafiante. Uma Dobra no Tempo, é adaptado do livro homônimo da escritora Madeleine L’Engle, obra que envelheceu muito bem, principalmente por ter sido escrito na década de 1960. E certos temas, são praticamente mundiais.

O livro, assim como o filme, fala sobre a busca do pai perdido. E nesta busca, a personagem principal descobre que para encontrar o seu pai, ela precisa querer aceitar as perguntas que ela faz a si mesma. E ter o equilíbrio em sua vida. Isto é refletido em aceitar quem realmente é. O verdadeiro amor, é amar a si mesma.

O longa narra de maneira simples e objetiva esta aventura de Meg (Storm Reid). Ela é inteligente, mas não se aceita. Não gosta de seu cabelo, do seu corpo, ou seja, não gosta de quem é. Isto lembra Harry Potter e tantas outras obras juvenis onde o protagonista é inteligente, mas não acredita em si mesmos e sofrem nas mãos de outras pessoas, certo? Pois bem, já sabem que Uma Dobra no Tempo trouxe estes dilemas praticamente 40 a 50 anos antes de vários outros que hoje falam sobre esse  mesmo assunto, a aceitação este mundo.

Uma Dobra no Tempo | Imagem: Disney

Obviamente, o filme possui modificações em relação ao livro, mas são mudanças pontuais e que em nada afetam a narrativa. Como toda boa obra da Disney, a fotografia é colorida e divertida. É realmente algo para crianças de 8 a 12 anos. E são essas que devem dizer o que acharam do longa.

Muitos podem dizer que Uma Dobra no Tempo não é para esta geração cheia de tecnologias. Mas esquecem que não é a tecnologia que faz as pessoas, são elas que fazem a si mesmas. O certo e o errado, as lutas e o crescimento, são pessoais e não ditas por regras de números binários.

Uma Dobra no Tempo | Imagem: Disney

Uma Dobra no Tempo foi feito para ser visto com a família. Para saírem da sala de cinema, sentarem e não jogarem os problemas e discutirem quem tem o maior problema na vida. Um dia, pais também foram filhos. O que este filme, assim como o livro propõe, é aceitar não apenas a si, mas também compreender as outras pessoas.

A final de contas, o mau está em nossos pensamentos e não na roupa ou no celular que usamos.

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